Servidores da Emurb param por falta de pagamento

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Cerca de 180 funcionários terceirizados que prestam serviços para a Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) cruzaram os braços na manhã de ontem como forma de protestar contra os quatro meses de salários pagos com atraso. Além disso, a falta de pagamento do ticket alimentação e vale transporte contribuiu para que a classe trabalhadora se mobilizasse. Ligados à empresa Classe A, os manifestantes reafirmaram o desejo em permanecer por tempo indeterminado até que as pendências sejam devidamente quitadas. Durante o ato público, apenas uma equipe esteve em atuação nas ruas da capital sergipana.
Com a suspensão dos serviços, todas as atividades operacionais relacionadas ao Programa Rodando no Macio foram paralisadas. Na avaliação do operário Lucas Matheus, a falta de compromisso salarial com os trabalhadores ajudou a revoltar a classe. Sem salários, não há condições de reestabelecer os serviços. "São quatro meses de salários atrasados e sempre dizem que os pagamentos vão atrasar até o dia que a prefeitura pague a empresa. Como a prefeitura não está cumprindo as coisas direito, vai lá saber quando receberemos o salário desse mês", afirmou.
Como se não bastasse a onda de incertezas gerada contra os trabalhadores, a Classe A possui contrato fixo com a Emurb apenas até o próximo mês de dezembro. Com o fim da parceria, os trabalhadores acreditam que devem buscar o Tribunal de Justiça de Sergipe e o Ministério Público do Trabalho para que os direitos relativos às revisões sejam garantidos. "Enfrentamos um problema hoje e já estamos de olho lá na frente. Como não aguentamos mais tanto sofrimento com essas 180 famílias, decidimos realizar essa manifestação logo para chamar a atenção da população e mostrar a realidade vivenciada por aqueles que precisam servir à Classe A e a prefeitura. Quem sofre somos nós", alegou Jeferson Santos.

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