Servidores da Infraero protestam contra privatização

Cerca de 70 servidores da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), se reuniram na manhã de ontem no Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, a fim de protestar contra o projeto do Governo Federal, o qual pretende privatizar todos os aeroportos brasileiros que são gerenciados pela empresa estatal. De acordo com a classe trabalhadora, caso o projeto seja aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo pleno do Senado Federal, o presidente Michel Temer – paralelo ao ato de sancionar a venda, também estará demitindo automaticamente cerca de 10.800 profissionais concursados. Apesar da mobilização ocorrida nos dois turnos, não houve prejuízos junto à escala de pousos e decolagens.

Conforme explicações apresentadas pelo Comando Nacional do Ato em Defesa da Infraero, o movimento da categoria não teve como proposta gerar contratempos para os passageiros que, segundo os trabalhadores, caso o projeto seja tramitado e aprovado, também deve gerar prejuízos para os consumidores. Em Sergipe os manifestantes fizeram questão de dialogar com os passageiros e acompanhantes, apresentar os motivos do protesto e ressaltar que, ao menos neste momento, o Brasil ainda não se depara com uma greve geral, mas que essa medida pode ser articulada caso Temer continue sem ouvir os interesses dos servidores públicos.

Ao Jornal do Dia, o funcionário Érico dos Anjos lamentou a forma administrativa como o presidente e seus aliados conduzem a nação. Para ele, é necessário que a população de modo geral possam unir forças junto aos aeroportuários e combater a continuidade deste projeto de privatização. "Não estamos em greve ainda. Na manhã e tarde desta terça-feira nos reunimos para debater junto com os usuários do sistema os males que este projeto irá causar a nós trabalhadores e a milhões de brasileiros. É preciso que o Governo Federal seja humilde, de um passo pra trás e evite desgastes caso não queira enfrentar uma série de mobilizações mais intensas", disse.

O movimento nacional pretende promover novos atos no próximo dia 30 de junho, quando centrais sindicais indicam a realização de nova paralisação geral no país. (MAJ)

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