Servidores municipais lotados nas secretarias de Saúde e Educação voltaram a se aglomerar na entrada principal do Centro Administrativo Aloísio Campos – sede da Prefeitura de Aracaju, a fim de protestar contra a falta de reajuste salarial. O ato público foi promovido na manhã de ontem, quando a classe trabalhadora decidiu decretar suspensão total das atividades educacionais por 24 horas; já os profissionais da saúde oficializaram redução de até 50% na escala de servidores atuantes nas 43 unidades administradas pela SMS. A medida afastou cerca de 32 mil alunos das salas de aula, e inviabilizou assistência clínica para aproximadamente dois mil usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conforme lamentações apresentadas por dirigentes do Sindicato dos Profissionais do Ensino do Município de Aracaju (Sindipema) e do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), desde a primeira quinzena de janeiro deste ano os funcionários aguardam o prefeito Edvaldo Nogueira para debater o assunto, mas até a tarde de ontem nenhum dos apelos oficiais foram atendidos. De acordo com as centrais sindicais que apoiam o movimento, o reajuste no piso salarial reivindicado é de 7,64%. As categorias exigem ainda melhorias na rede municipal e a realização de concurso público, além do pagamento do Programa Nacional de Qualidade à Atenção Básica de Aracaju.
De acordo com o presidente do Sintasa, Augusto Couto, o sindicato vai permanecer lutando para eu os servidores possam receber todos os benefícios que são de direito. Além de lamentar a falta de diálogo progressistas e possíveis contrapropostas por parte da administração municipal, o sindicalista critica a constante falta de qualificação estrutural e falta de ampliação na escala de profissionais através, exclusivamente, de concursos públicos. Couto pediu que os administradores públicos da capital sergipana – incluindo os 24 vereadores, se conscientizem quanto aos anseios dos trabalhadores e busquem solucionar o problema que se estende desde o primeiro mês deste ano.
“Infelizmente estamos promovendo essa paralisação como forma de chamar a atenção dos gestores. Os profissionais atuantes em várias áreas e postos de atendimento não têm interesse em suspender em nível mais elevado e por tempo indeterminado a rotina de atendimento público, porém, é preciso que o reajuste salarial seja atendido e que as demais cobranças seja, pelo menos, debatidas”, declarou. A última paralisação por 24 horas foi realizada na quarta-feira da semana passada, dia 21. Caso o pleito permaneça estável, os sindicatos não descartam a possiblidade de promover outros atos seguidos de paralisações coletivas.
Para a próxima segunda-feira ( 03) está agendada uma nova rodada de diálogos entre gestores e líderes sindicais. Já na terça-feira, 04, os sindicalistas se reúnem em assembleia geral, onde devem decidir se aceita uma possível contraproposta a ser apresentada pela PMA, ou se deflagram greve coletiva por tempo indeterminado. (MAJ)


