Milton Alves Júnior
Logo mais a partir das 11h o prefeito de Aracaju, João Alves Filho, deve reunir a imprensa e servidores municipais para anunciar o reajuste destinado aos profissionais que atuam na área da saúde. Em greve desde o dia 01 de junho e com apenas 30% do efetivo funcional em atendimento, as dez categorias que aderiram ao movimento reivindicam reajuste salarial, pagamento de hora extra, qualificação estrutural das unidades de atendimento e promoção de concurso público. Mesmo com a garantia de anúncio para reajuste, os funcionários públicos não descartam a possibilidade de manter a greve.
Para debater o futuro da paralisação, os servidores se reúnem em assembleia a partir das 9h. O grupo suspende o diálogo minutos antes do anúncio, segue para o Centro Administrativo Aloísio Campos, onde João fará o pronunciamento, e em seguida reinicia a assembleia. De acordo com a enfermeira Gabriela Pereira, é necessário que representares de todas as categorias estejam presentes nos atos desta manhã. A meta é pressionar o prefeito da capital sergipana, e forçá-lo a atender a lista de reivindicação que se arrasta desde dezembro do ano passado. Os servidores também querem explicações sobre a contratação de terceirizados durante a greve.
"Estamos na expectativa porque há meses esperamos um pronunciamento do prefeito que sempre se mostrou indisposto a nos atender. Tudo será debatido na assembleia que pode, ou não deflagrar o fim da greve. Só vai depender de João e dos secretários. Se atenderem às nossas reivindicações e os colegas decidirem com voto parar o movimento, faremos isso. Caso contrário a greve continua até que os pacientes e nós servidores sejamos beneficiados", avisou. A pasta da saúde pública de Aracaju é a única da esfera administrativa que permanece sem contabilizar o mínimo de reajuste salarial referente a este ano de 2016.
Além dos médicos, também seguem mobilizados profissionais da enfermagem, nutrição, psicologia, assistentes sociais, odontologia, agentes de combate a endemias e mais quatro classes. Os serviços em todas as unidades de saúde seguem com efetivo médio de 30%, conforme solicita a Constituição Federal. Os grevistas garantem ainda que nenhum benefício foi atribuído às categorias desde 01 de janeiro de 2013, quando João Alves assumiu o atual mandato. Enquanto o problema segue sem ser solucionado, mais de cinco mil procedimentos deixam de ser realizados diariamente. Os dados foram fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde.


