Kátia Azevedo
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Os servidores que atendem em unidades de saúde de Aracaju estão em greve desde ontem, 11, em protesto ao descumprimento de acordos firmados entre a categoria e a prefeitura sobre o reajuste de gratificações.
O primeiro dia de greve foi marcado pela realização de um ato público em frente ao prédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no bairro Siqueira Campos.
A decisão em entrar em greve se deu no dia 05 de setembro, quando os servidores realizaram uma assembleia geral na porta da SMS. De acordo com a categoria, os trabalhadores da saúde de Aracaju não foram contemplados com o reajuste de 6,5%, apenas com a incorporação parcelada do vencimento-base. "Queremos os valores corrigidos até outubro como foi garantido pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog), Igor Albuquerque", informou Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe (Sintasa).
A categoria também cobra da prefeitura uma garantia expressa sobre a insalubridade. Outra pauta é uma reunião para discutir o pagamento proporcional do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ).
Na próxima segunda-feira, a categoria realiza nova manifestação na porta da Prefeitura de Aracaju a partir das 6h.
De acordo com a direção do Sintasa, apesar do anúncio de algumas medidas na Saúde pela Prefeitura de Aracaju, o secretário de Saúde, Luciano Paz, ainda não cumpriu com a promessa feita ao sindicato de que resolveria as reclamações da categoria relatadas na última reunião. A falta do reajuste de 6,5% no contracheque e também da incorporação de gratificações de alguns servidores são os principais pontos de reivindicações da categoria.
Os servidores chegaram a dar a prefeitura um prazo até o dia 4 para resolver as pendências, caso contrário o Sintasa e os servidores da Saúde do Município da capital decretarão greve por tempo indeterminado.
Os outros pontos reivindicados são reavaliação da insalubridade, junto à Secretaria de Planejamento, avaliação da segurança nas unidades de Saúde e reavaliação dos inter-níveis.
Servidores da FHS farão greve no interior em outubro
A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde de Sergipe (Sintasa) visitou os hospitais regionais de Estância, Itabaiana e Lagarto na quarta-feira, e após assembleias setoriais, os servidores decidiram começar uma greve no dia 1º de outubro por conta do descaso do superintendente da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Luis Hamilton Santana, com as demandas do sindicato. O gestor há 90 dias não acena com a possibilidade de diálogo.
A categoria quer apenas que a FHS cumpra com o que foi negociado, nada além disso, como a incorporação de gratificações ao salário base de 50%, correspondente a 25% que era para ser implantado em setembro do ano passado e mais 25% em setembro deste ano. "Os servidores não receberam este mês nenhuma incorporação como era o negociado. Ou seja, se não pagaram há um ano a incorporação de 25%, queremos ver se vão pagar mais 25% que deveria entrar na folha salarial deste mês", relata o presidente do Sintasa, Augusto Couto.
Outro agravante é a falta do cumprimento do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a FHS e o Ministério Público Estadual (MPE), que diz que deve ser feito um processo seletivo, e assim, os aprovados iriam trabalhar no interior do estado, e os servidores do interior poderiam ser remanejados para trabalhar na capital. "Mas o que existe é um apadrinhamento político. A fundação tem que priorizar os servidores mais antigos", diz Couto, acrescentando que a revolta é que alguns servidores do interior fazem hora-extra no Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), quando solicitados eventualmente, mas para serem efetivados, a gestão diz que não pode.


