SERVIDORES DA SAÚDE FAZEM NOVO PROTESTO

Kátia Azevedo
katiaazevedo@jornaldodiase.com.br

Médicos, enfermeiros, funcionários administrativos, auxiliares e técnicos que atuam na rede estadual de saúde realizaram na manhã de ontem, 19, mais uma manifestação para cobrarem do governo a implementação de mudanças salariais e melhorias das condições de trabalho.

Os manifestantes realizaram ato público na porta do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) das 7h às 9h e entregaram panfletos à população. 10 sindicatos estão mobilizados para chamar a atenção do governo e da população em relação aos problemas que a categoria vem sofrendo este ano. Na pauta, as principais reivindicações é a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores estatutários e o Programa de Emprego e Remuneração (PER) dos celetistas.

Para as lideranças sindicais do movimento, a negociação com o governo não avançou dentro da expectativa dos trabalhadores, que chegaram a cogitar uma greve unificada, mas diante do impacto negativo junto à oferta de serviços à população, decidiram por uma agenda permanente de mobilização.
"Nós estamos em negociação com o governo há mais de dois anos e havia a promessa que o PCCV fosse implementado a partir de setembro deste ano. Infelizmente a promessa ainda não foi cumprida. Acreditamos que o secretário Sílvio Santos tenha realmente a intenção de implementar o plano, mas estamos sentindo uma grande dificuldade no avanço das negociações", disse o diretor do Sindicato dos Médicos de Sergipe, Erick Barbosa.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado (Sintasa), Augusto Couto, a mobilização englobou não apenas a maior luta da categoria pela implantação do PCCV, mas toda a estrutura da Saúde para a melhoria na oferta do serviço à população. Ele destacou que o PCCV não sairá este ano, mas a luta continuará.  "As mobilizações continuam não só pelo reajuste dos vencimentos, mas também pelas melhorias no atendimento, pelas condições de trabalho dos profissionais, acesso a medicamento, entre outros pontos que até agora o governo do estado não respondeu às categorias. Estamos insatisfeitos com esta administração e mostrando ao Governo do Estado as falhas como a falta de remédios, que é constante. Os trabalhadores estão angustiados. É isso que queremos que o governo veja", observa Augusto.
Os trabalhadores também denunciam as péssimas condições de trabalho, baixos salários, direitos descumpridos pelo governo e pelas fundações, além da falta de medicamentos e de equipamentos de proteção individual são algumas das reivindicações dos sindicatos.

Com as mobilizações os sindicatos pretendem dar visibilidade aos problemas enfrentados cotidianamente pelos profissionais e pressionar o governo a dar celeridade ao PCCV e PER.
Durante a manifestação os servidores lembraram que a saúde foi colocada como pauta prioritária do governo com melhorias no atendimento à população e que os sindicatos estão envolvidos nesta luta. Na quarta-feira, 21, haverá Assembleia Geral Unificada, às 15 horas, no auditório do Huse, e o sindicato apresentará para a classe o atual cenário do PCCV.

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