SERVIDORES DA SAÚDE FAZEM NOVO PROTESTO

Várias categorias profissionais que atuam na rede estadual de saúde suspenderam as atividades ontem por duas horas cobrando do governo a implementação do Plano de Cargos Carreira e Vencimento (PCCV), que já se arrasta há anos, além de melhores condições de trabalho.

Os profissionais também cobram que o Plano de Empregos e Remunerações (PER), voltado para os celetistas, seja implementado, visto que está atrasado desde 30 de setembro.

Para chamar a atenção do poder e da população para as reivindicações, as categorias, representadas por 10 sindicatos, tomaram a via principal que dá cesso ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) até a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, localizada na avenida Tancredo Neves, em uma grande caminhada.

"Estamos negociando estas pautas desde o ano passado, mas o processo está engessado sem uma resposta do governo. Então este é um momento de reivindicação coletiva de diversas entidades sindicais que cobram as melhorias tão esperadas pelos servidores e em defesa de uma saúde pública com qualidade", diz o presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde em Sergipe (Sintasa), Augusto Couto.

O sindicalista destacou que todo esforço dos serviços na elaboração do projeto do PCCV junto à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplac) ao longo deste ano foi considerado pelo Governo. "Ainda aguardamos que o projeto seja votado pelos deputados este ano", afirma Augusto Couto.

Ele ressalta que a proposta do Plano de Emprego e Remuneração para os celetistas foi apresentada, aprovada pelas categorias e sistematizada pela comissão responsável, com reunião marcada para aprovação final do regulamento. O plano será retroativo a setembro de 2012, conforme pactuado.
A paralisação de ontem atingiu as regionais de saúde em vários municípios. Os sindicatos não descartam uma greve.

SES – A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que sobre os estatutários, a proposta está em fase avançada de elaboração e que tem trabalhado no sentido de construir uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores e a capacidade financeira do Estado, além de respeitar marcos legais.
"Respeitamos a movimentação dos trabalhadores, porém estamos trabalhando no sentido de resolver as diferenças de posicionamento que existem. As negociações têm acontecido com grande frequência. Só precisamos encontrar uma equação que seja boa para ambas as partes", explica Marcelo Vieira, diretor administrativo financeiro da Secretaria de Estado da Saúde.

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