Milton Alves Júnior
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Técnicos e auxiliares de enfermagem da Prefeitura de Aracaju realizam hoje uma paralisação em todas as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), em virtude do não repasse de 6,5% referente ao reajuste salarial debatido este ano entre o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Sergipe (Sintasa) e os gestores responsáveis pela saúde do município. A perspectiva, conforme previsto de forma antecipada pelos servidores, é de realizar uma greve de dois turnos nesta quinta-feira, mas caso nenhuma satisfação administrativa seja apresentada pelo prefeito João Alves Filho, os profissionais não descartam a possibilidade de deflagrar o movimento por tempo indeterminado. Presume-se que mais de 20 mil pessoas sejam diretamente prejudicadas com o impasse.
Conforme informado pelos sindicatos envolvidos nesta causa, ao longo dos últimos meses os servidores estão tentando buscar entendimentos com João Alves, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na esperança que todos servidores sejam beneficiados com a incorporação da gratificação que eles recebem do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade da Atenção Básica (PMAQ). Em virtude de uma possível inadimplência por parte da prefeitura, assim como vem denunciando a direção do Sintasa, a ausência constante de incorporação desta gratificação desde o ano passado já gera um índice acumulado em 50%.
Segundo cálculos do presidente Augusto Couto, no próximo mês de outubro completa um ano de descumprimento do acordo. "É inadmissível que promessas e acordos firmados com os servidores sejam assim, desrespeitados pelo prefeito e secretários de saúde. A greve nesse primeiro momento será de algumas horas, iremos suspender os serviços em todos os postos de saúde, mas é possível sim que o ato se prolongue por falta de respeito ao trabalhador e aos pacientes", declarou.
A meta para hoje é ‘forçar’ o prefeito a assinar um compromisso com a categoria, caso essa exigência não seja devidamente atendida pelo chefe do executivo municipal, os grevistas irão realizar uma assembleia em caráter extraordinário e votar a favor, ou contra a paralisação por tempo indeterminado em Aracaju. Até o início da noite de ontem João Alves não havia se manifestado.
"Mesmo que a prefeitura assine este compromisso, os serviços serão paralisados por algumas horas na quinta. Mas, se não assinar, deflagraremos greve por tempo indeterminado. O que não podemos admitir é que acordos fiquem sendo descumpridos pela Prefeitura de Aracaju", pontuou Augusto Couto.


