Servidores da Saúde protestam por acordo salarial e e plano de cargos e carreira

OS SERVIDORES FIZERAM UM PRONTESTO NA PORTA DO PALÁCIO DE DESPACHOS, SEDE DO GOVERNO

Depois de 24 horas com as atividades funcionais parcialmente suspensas, servidores da saúde normalizam nesta manhã os serviços prestados em unidades hospitalares e básicas de acolhimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), o ato que luta à favor da recomposição salarial dos servidores recebeu, também, o apoio do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (SEESE). A classe trabalhadora ainda pressiona o governo de Sergipe para conceder revisão dos planos de carreira. Na manhã de ontem houve manifestação em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, sede administrativa do governo do estado, em Aracaju.
A perspectiva por parte do presidente do Sintasa, Augusto Couto, é que ao longo das próximas o movimento passe a contar com um maior número se trabalhadores apoiando o movimento unificado. Pelo representante sindical foi enaltecido que as ações democráticas têm como objetivo central pressionar o governo de Sergipe para que possa deliberar pelo repasse de direitos, legalmente conquistados pelos servidores. “Temos o compromisso de liderar todo e qualquer movimento que defende o repasse de direitos conquistados pelos trabalhadores da saúde. É preciso que o governador entenda que essa nosa reivindicação é legal, e precisa ser respeitada o mais breve possível. Caso contrário, a tendência é que o movimento se multiplique daqui pra frente”, avisou.

Contraponto – Em nota, o governo do estado informou que: “há grande avanços nas tratativas relacionadas ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para diversas categorias da Saúde. Quanto a recomposição salarial e Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), os temas estão na fase do cálculo de impacto financeiro, sendo tratados pela Secretaria de Estado da Administração (SEAD). Assim que o estudo for concluído será apresentado e discutido com os sindicatos. Também há avanços quanto às gratificações dos estatutários administrativos. A minuta do Projeto de Lei está na fase final de elaboração para envio a Superlegis.
No tocante ao pleito de unificação da jornada em 30 horas semanais, a Fundação Hospitalar de Saúde esclarece que existe Projeto de Lei em trâmite no Congresso Nacional que trata do tema, sem haver, até o momento, consenso entre os legisladores. No que concerne ao Plano de Emprego e Remunerações, existe no âmbito da Fundação Hospitalar de Saúde 02 (duas) comissões com o objetivo de garantir a revisão e efetiva implantação das progressões e promoções previstas no referido instrumento, conforme negociado no ACT. A primeira comissão de avaliação de promoção por titulação garantiu aos empregados da fundação a análise de seus requerimentos e efetiva promoção por ocasião de titulação.”
A nota assinada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) e pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) enalteceu ainda que: “a segunda comissão destina-se a Revisão do PER, que atualmente está dedicada à atualização das suas disposições, em especial quanto ao manual de avaliação para possibilitar a implementação da progressão por mérito.” (MAJ)

Compartilhe esta notícia