Milton Alves Júnior
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Na luta por reposição da inflação de 10,36%, ganho real nos salários e benefícios, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que atuam no Hospital Universitário de Sergipe (HU/SE) deflagraram greve por tempo indeterminado na manhã de ontem. A mobilização grevista em Sergipe atende encaminhamentos feitos a nível nacional, os quais orientaram a paralisação desde o final da semana passada. Conforme anunciado pelos servidores, a empresa apenas concedeu 5% de reajuste. Depois de muito diálogo, o acréscimo salarial subiu para 8%. Este índice permanece sem agradar aos funcionários.
Segundo Alailson Rocha, representante dos funcionários, os 500 funcionários sergipanos buscaram segurar o anúncio da greve na perspectiva de acerto nacional. Diante da posição aparentemente irredutível por parte da Ebserh, o grupo decidiu aderir ao movimento e suspender de forma parcial os atendimentos no HU. Os pacientes criticaram a postura dos trabalhadores que por sua vez destacaram estar lutando por avanços significativos para todos. A greve iniciou ontem, mas a primeira derrota já foi contabilizada. A justiça sergipana determinou que apenas 25% da categoria permaneçam sem trabalhar.
Alailson não se manifestou sobre a decisão judicial, optou apenas por destacar que os atendimentos estão sendo realizados dentro do possível e que a população não deve se preocupar com possível contratempo. "O atendimento a população não está prejudicado. Para fortalecer a greve e não prejudicar os pacientes optamos por distribuir a paralisação entre os turnos da manhã, tarde e noite. Assim vai continuar até que nosso pleito seja atendido", disse.
Por meio de nota a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares informou que em reunião foi oferecido reajuste de 8% nos salários dos funcionários e de 9% nos benefícios (auxílio alimentação, auxílio pré-escolar, auxílio pessoa com deficiência, assistência médica e odontológica), valores superiores aos acordados em 2015. Além disso, foi apresentada a possibilidade de trabalho em turnos de 12h/36h para a área assistencial no período diurno e cinco dias por ano para acompanhamento de familiar em consulta/exame médico.
A categoria volta a se reunir em assembleia extraordinária na manhã de hoje, em Aracaju.


