SERVIDORES DO SAMU FAZEM NOVO PROTESTO

Enfermeiros, técnicos de enfermagem, rádio operadores, condutores de ambulâncias e servidores administrativos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram ontem pela manhã grande manifestação pelas ruas do Centro da cidade.

O ato público foi iniciado na rua Sergipe seguindo pelas ruas Mariano Salmeron, Laranjeiras, saindo em direção ao Centro, na Praça General Valadão, onde os manifestantes se concentraram em frente ao prédio da Secretaria do Estado da Saúde (SES) e Fundação Hospitalar da Saúde.
Uma ambulância foi fretada pelos organizadores do protesto para simbolizar o sucateamento das viaturas do serviço de atendimento móvel. O veículo, onde estava escrito "Samu pede socorro", foi puxado pelos manifestantes ao longo da passeata.

O protesto, segundo a categoria, é uma resposta à falta de negociação do Governo em relação às demandas que ainda não foram atendidas pelo executivo estadual. "Além da necessidade de reajuste salarial, queremos denunciar a falta de estrutura de trabalho como um fator complicador para prestar atendimento à população", ressaltou o presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindiconam), Adilson Melo.

Além do Sindiconam, a manifestação teve a participação do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe e do Sindicato dos Trabalhadores da Área da Saúde (Sintasa).
Na última quarta-feira, 9, o governador se reuniu com representantes dos trabalhadores da  saúde e assumiu o compromisso de trabalhar para melhorar as instalações da base do Samu. Até o dia 30, o executivo estadual pretende analisar as demandas dos servidores que atuam nas unidades de saúde e no serviço móvel de urgência. Os servidores estão em greve há 18 dias.

Em nota, a assessoria de comunicação informou que o prazo para analisar as propostas dos servidores continua mantido pelo governo e que o atendimento às reivindicações salariais está sendo estudado por uma equipe formada pelo executivo estadual. O estudo está sendo feito para verificar a viabilidade financeira do estado ao que preconiza a Lei de Responsabilidade Social.

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