Kátia Azevedo
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Em assembleia realizada na manhã de ontem na base anexa ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) rejeitaram a proposta apresentada pelo governo e decidiram manter a greve que hoje completa 16 dias.
Durante a reunião com comissões de servidores da saúde na tarde da última quarta-feira, 9, o governo solicitou um prazo até o dia 30 de abril para estudar as propostas junto com os setores especializados para analisar as possibilidades que possui para atender as demandas respeitando o limite prudencial, como exige a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Na avaliação dos servidores do Samu, a reunião não trouxe avanço. "O governo não apresentou nenhuma proposta e informou que desconhecia problemas do Samu que existem há mais de três anos. Ficamos surpresos com esta atitude do executivo e por isso a greve continua", disse o funcionário do Samu Aracaju, Dienes Celestino, membro do comando de greve.
Ainda segundo Dienes, enquanto o governo não apresentar uma proposta concreta, a categoria não retomará as atividades. Os profissionais reivindicam o reajuste salarial 2012-2014; melhores condições de trabalho, incluindo instalações físicas das ambulâncias; Acordo Coletivo e discussão sobre a situação dos servidores que operam as unidades móveis em Aracaju e perderam benefícios com o processo de fusão dos Samu´s.
De acordo com informações da diretoria do Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe, os operadores do Samu têm hoje uma deflação salarial de 21,5%. Os servidores também reclamam da falta de manutenção das viaturas.
Uma nova reunião com comissões de servidores da saúde e representantes do executivo estadual está marcada para a próxima terça-feira, 15. O horário e local ainda não foram definidos.
De acordo com Dienes, desde o inicio da greve a categoria vem mantendo 50% da frota do Samu em funcionamento. Também estão circulando as unidades móveis de suporte avançado e as ambulâncias que prestam atendimento de suporte básico, além de 50% das motolâncias e 30% do contingente administrativo. "A nossa intenção é garantir que o atendimento à população não seja prejudicado, considerando que estas unidades são utilizadas para salvar vidas em situações de risco iminente de morte", informa Dienes.
Ele ressalta ainda que as mobilizações continuam. Hoje, sexta-feira, a partir das 7h, a categoria realiza uma panfletagem na rótula do Shopping Riomar. Será um ato público para chamar a atenção da população sobre problemas operacionais enfrentados diariamente pelos trabalhadores e que afetam diretamente o atendimento à sociedade.
Os servidores vão denunciar mais uma vez a necessidade de manutenção das viaturas, retenção das ambulâncias no Huse, altas temperaturas dentro das unidades, falta de água e ausência de outras condições na estrutura de oferta do serviço.
Também está programa outra mobilização para a segunda-feira, com passeata dos servidores pelas ruas do centro da cidade. Depois da nova reunião com o governo, a categoria vai agendar outra assembleia geral para dar encaminhamentos da agenda de atividades. Além dos condutores das ambulâncias, o movimento tem a adesão de telefonistas, enfermeiros, auxiliares e radio-operadores do Samu.


