Por tempo indeterminado, o acolhimento de pacientes nos Hospitais Universitários de Aracaju, e de Lagarto, foi reduzido no início da manhã de ontem para 30%, em virtude da paralisação dos profissionais que compõem o quadro funcional das duas unidades hospitalares. Com o apoio do Sindicato dos trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado de Sergipe, a classe trabalhadora pleiteia reajuste salarial dos empregados públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh); retirar da pauta governamental a redução do parâmetro de insalubridade; o fim do desabastecimento de materiais para serviços hospitalares. O impasse entre a Ebserh e os trabalhadores segue há mais de um ano enfrentando entraves.
A manutenção da ausência de acordos e soluções para os problemas é reconhecida, inclusive, pela direção regional da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares em Sergipe. Após a deflagração da greve, a direção revelou que ao longo dos últimos anos o processo de negociação com as entidades sindicais teve mais de 20 rodadas, porém sem qualquer avanço capaz de minimiza ou cessar os conflitos junto aos trabalhadores. Ainda em comunicado oficial a Ebserh Informou que solicitou às entidades que apresentassem uma última contraproposta, mas que foram apresentadas três propostas distintas e maiores do que as apresentadas anteriormente. Na concepção da empresa essa postura deixou claro que os grevistas não estão dispostos a nenhum tipo de negociação.
Ricardo Abel, diretor do Sindicato dos trabalhadores do Serviço Público Federal, conversou com o JORNAL DO DIA e protestou contra a postura administrada adotada pela gestão responsável pelos hospitais universitários em Sergipe. De acordo com Abel, desde o ano de 2019 os servidores não são contemplados com reajustes salariais, mesmo diante do acúmulo inflacionário enfrentado pelo Brasil desde o final da década anterior. Paralelo ao não reajuste dos vencimentos mensais, os profissionais em greve enaltecem que o grupo gestor da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares busca implementar retrocessos trabalhistas. Diante deste cenário, os servidores garantem seguir de braços cruzados sem perspectiva de fim.
Servidores dos hospitas universitários param em Aracaju e Lagarto


