Milton Alves Júnior
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Servidores públicos estaduais se mobilizaram na manhã de ontem em frente à Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), com o propósito de chamar a atenção dos deputados estaduais para a luta a favor do reajuste salarial e implantação do Plano de Cargos, Careira e Vencimentos (PCCV). Reunida na Praça Fausto Cardoso, representantes de 14 categorias voltaram a pedir melhores condições de trabalho. Devido a uma dívida milionária com a Previdência Social, o Governo de Sergipe disse não ter condições suficientes para atender à demanda de todas as categorias.
Esta afirmação foi oficializada na noite da última segunda-feira, 03, quando o vice-governador Belivaldo Chagas, acompanhado pelo secretário Jefferson Passos, responsável pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), e João Augusto Gama, da Secretaria de Estado do Planejamento Orçamento e Gestão (Seplag), se reuniram com os sindicatos no Palácio Governador Augusto Franco. Segundo dados do governo, só no primeiro quadrimestre deste ano o governo repassou um montante de R$ 4.064.084.113,04 dedicados apenas para despesa pessoal. No ano passado, neste mesmo período de tempo, o gasto foi de R$ 3.744.284.550,28. Diante dos problemas econômicos enfrentados pelo estado, é possível que Sergipe encerre este ano com um déficit calculado em até R$ 950 milhões.
Segundo avaliação da Sefaz, em decorrência da frágil situação enfrentada pelo estado, e paralelo ao respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o estado não possui condições suficientes de conceder o reajuste solicitado pelos trabalhadores, nem atender acordos firmados no ano passado. Ao menos neste momento. Para o delegado Paulo Márcio Ramos Cruz, presidente da Associação dos Delegados de Polícia Civil de Sergipe (Adepol), o governo demorou a chamar os servidores para dialogar. "Essa foi a primeira vez que o governador decidiu convidar a gente para conversar. Ao menos Belivaldo se mostrou interessado em continuar conversando com a gente. Nós temos esperança que em um novo debate acontecerá e que nós conseguiremos ser ouvidos e atendidos sobre o reajuste linear de 2015 e cumprimento dos planos firmados", disse.
Apesar do pedido, parte dos trabalhadores se mostra incomodada com o posicionamento governamental, como destaca José Augusto Couto, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa). "Como o vice-governador e os secretários acabaram frustrando o trabalhador e não apresentando nenhum número da questão salarial dos servidores, nós iremos continuar mobilizados até que o governo apresente uma proposta para as categorias. As conversas devem continuar como foi pedido na reunião, mas nós também vamos manter o calendário de lutas", destacou.


