Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br
Debaixo de chuva, funcionários públicos ligados ao Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase) foram ao calçadão da João Pessoa, centro de Aracaju, a fim de reivindicar do Governo do Estado melhoria salarial para vigilantes, oficiais administrativos, técnicos e executores de serviços básicos. Distribuindo panfletos e conversando com os pedestres, os sindicalistas também tinham como objetivo chamar a atenção da administração estadual para que uma audiência com o governador Marcelo Déda seja viabilizada. A campanha salarial que começou na tarde de ontem, segue até a próxima sexta-feira, 08.
Confiante que com essas manifestações os trabalhadores poderão conquistar avanços, o presidente do Sintrase, Waldir Rodrigues, disse que caso não haja negociação entre o governo e as categorias, a mobilização deve continuar até que todos estejam satisfeitos. "De certa forma já foi agendada uma reunião com o governador, mas às vezes nem ele, nem Jackson vão ao encontro e sobra para o secretariado nos atender. Nós não queremos isso. Para o bem do estado, o que desejamos é debater melhorias com Déda ou Barreto o mais rápido possível", afirmou.
Durante o primeiro ato público do ano, o sindicato exibiu uma tabela que mostra a baixa valorização do servidor em um período de 30 anos. Um vigilante que começa a trabalhar com um salário de R$ 623, por exemplo, após 30 anos de serviço estará recebendo um salário de R$ 668,06. "É justamente essa baixa remuneração que nós somos contra e só quem pode mudar essa realidade é o chefe do executivo estadual. Esperamos que Déda entenda o nosso pleito e nos recepcione, precisamos debater os avanços dos trabalhadores", disse.
Dando sequência a serie de mobilizações, durante o dia de hoje os servidores públicos irão continuar distribuindo os panfletos e dialogando com os sergipanos em semáforos e em outros pontos comerciais. Ainda de acordo com Waldir, o que deixa parte dos trabalhadores contrariada com o governo é a diferença de salários entre alguns profissionais. "Enquanto alguns ganham menos de um salário mínimo, nós temos casos de delegados, servidores do Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas recebendo mais de 15 mil reais por mês. Isso não é admissível. A nossa luta por melhores salários e condições de trabalho não vai parar até que conquistemos nossos objetivos", concluiu.
Reunião – Previsto na agenda de reuniões no Palácio dos Despachos, o encontro entre representantes dos servidores do estado e administradores será promovido na próxima sexta-feira, 08. Além de secretários, o vice-governador Jackson Barreto também deve dialogar com os sindicalistas.


