Servidores querem definição de reajuste até o dia primeiro

Milton Alves Júnior


O ultimato foi dado ao Governo do Estado de Sergipe. Se até a próxima terça-feira, 1º de agosto, a administração estadual não reajustar o salário dos servidores com a reposição inflacionária, a classe funcional pode deflagrar greve geral e por tempo indefinido. O anúncio da data limite foi apresentada na manhã de ontem por representantes sindicais que se reuniram em ato coletivo realizado em frente à sede da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro). Segundo os sidicatos, o reajuste salarial para acompanhar a inflação desse período seria pouco mais de 30%.

Apesar da pressão atribuída pelos servidores, a administração estadual informou que a impossibilidade de reajuste dos salários ocorre em virtude de a receita do Estado apresentar saldo insuficiente para atender, ao menos neste momento, a demanda dos sindicalistas. Dentro do conjunto de pedidos inclui-se ainda o não parcelamento salarial dos servidores – independentemente do salário em que o mesmo receba, bem como o pagamento do benefício mensal dentro do que ordena a Constituição Federal de 1988; ou seja, quitação do salário dentro do mês vigente, ou até o quinto dia útil do mês seguinte.

Hoje, logo mais a partir das 7h, os manifestantes se reúnem em frente a Secretaria de Estado da Fazenda para nova rodada de protestos; já amanhã – último dia de mobilização, ocorrerá panfletagem na entrada no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), a partir das 6h da manhã. Neste primeiro momento participam dos atos os servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Sergipe (Sintrase), Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe, profissionais do Fisco, trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural, Condutores de Ambulância de Sergipe, Sindicato dos Médicos, e ao Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa).

"Já participamos de várias risadas de diálogo e negociações, e até agora não houve nenhum tipo de avanço. Infelizmente o jeito foi anunciar esse prazo final que representa o limite do limite de espera. Não podemos mais continuar sem reajustes, enquanto os desgastes só aumentam. É preciso que os nossos pleitos sejam atendidos caso o governo não queira enfrentar uma greve unificada", declarou o representante sindical António Carlos Vieira.

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