O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado Luciano Bispo (PMDB), usou a tribuna da Câmara Municipal de Itabaiana, durante o grande expediente da sessão itinerante realizada na manhã dessa quarta-feira (26), para falar aos seus conterrâneos, aos deputados presentes na sessão, vereadores, autoridades e correligionários, sobre o trabalho que o Governo Jackson Barreto está fazendo por Sergipe e por Itabaiana. "Nenhum outro político fez mais por Sergipe do que Marcelo Déda. Jackson é a continuação do governo Déda e temos de reconhecer que eles fizeram e hoje Jackson faz muito pela saúde do estado, pela oncologia e eu sou um dos que cobra", disse.
Luciano Bispo relembrou a importância de a Alese ter aprovado o Projeto de Lei Complementar 08/2015, que autoriza o Governo a usar cerca de 500 milhões de reais para pagamento da folha dos servidores públicos. "Nós demos a resposta que tínhamos que dar. Fomos pressionados, mas resistimos. O Governo vai poder honrar o compromisso de pagar em dia o salário dos servidores", ressaltou.
Bispo respondeu ainda às cobranças da oposição afirmando que hoje ocupa a presidência da Alese e procura respeitar igualmente a posição de todos os deputados da situação e oposição. "Eu não corro do problema, me coloco dentro dele para ter condições de atender igualmente às reivindicações. É assim que tenho feito o meu trabalho", afirmou.
Outra cobrança do presidente da Alese durante o discurso foi para a atual administração de Itabaiana que, segundo ele, tem dificultado a atuação do governo de Sergipe no município. "Estamos tentando trazer a Ceasa de Itabaiana, mas é preciso que o prefeito Valmir dos Santos Costa (PR), colabore e diminua o valor do IPTU de quase R$ 200 mil", revelou.
De acordo com Luciano Bispo, Sergipe, assim como o restante do país, atravessa um momento de recessão econômica e a Assembleia Legislativa vai ajudar o Governo a governar. "Entendo que esse deve ser o papel dos parlamentares, ajudar no desenvolvimento do Estado, todos nós queremos o que todos querem: o melhor para o nosso estado", concluiu.
Deputado diz que só reforma na distribuição das receitas evita crise
O deputado estadual Luciano Pimentel (PSB) defendeu ontem, na sessão itinerante da Alese, realizada na cidade de Itabaiana, a necessidade de o Brasil promover um novo pacto federativo que elimine as desigualdades na distribuição das receitas públicas entre os três entes federados – União, Estados e Municípios – e que faça, sobretudo, os Estados saírem das dificuldades em que se encontram, com alguns deles dispendendo de até 85% com folha de pessoal, como o Rio Grande do Sul, e sem recursos para isso.
Para Luciano Pimentel, a solução para estancar a crise que agride e avilta os Estados está exatamente num pacto federativo que repense os percentuais das receitas. "A União arrecadou neste período do ano, até o dia 25 de agosto, R$ 1,3 trilhão. Enquanto ela fica com 64% dos recursos, os Estado ficam com 24% e os 5.570 Municípios nacionais, com 12% desse bolo", disse o parlamentar da base aliada do Governo de Sergipe.
"Isso é muito injusto. É isso que tem contribuído para que Estados e Municípios passem por tantas dificuldades. O Governo Federal arrecada muito e gasta muito mal. Imagine que desses R$ 1 trilhão e R$ 300 bilhões arrecadados, apenas os 12% sejam repassados para município", complementa Luciano.
Para Luciano Pimentel, atrasar folha de pagamento ou pagá-la parceladamente "é uma medida extremamente impopular que traz malefícios à economia" e às pessoas. "Imagine os senhores, atrasar uma folha de pagamento. Qual o gestor que gostaria de chegar a isso? Qual o gestor que gostaria de parcelar uma folha de pagamento? Nenhum gostaria disso. É uma medida extremamente impopular que traz malefícios à economia, mas, no entanto, alguns governos precisam fazer para que possam pagar as suas folhas.


