Sindicatos querem parar ônibus, bancos e comércio

Os sindicatos dos Comerciários e dos Supermercados, juntos com suas categorias, decidiram em assembleia geral aderir à Greve Geral marcada para esta terça-feira (5). Ronildo Almeida, presidente da União Geral dos Trabalhadores em Sergipe (UGT/SE), disse que os trabalhadores e trabalhadoras definiram pela greve na luta contra a reforma da Previdência, que, junto com as mudanças trabalhistas e a PEC da morte (PEC 55), coloca em prática o projeto excludente da equipe econômica do governo de Michel Temer e aliados.

 As centrais sindicais acreditam que com a adesão do Sinttra, o transporte coletivo também será paralisado na Grande Aracaju. O Sindicato dos Bancários anunciou a adesão da categoria à greve geral no Estado.

Ontem, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da 20ª região, concedeu liminar a ação movida pelo Setransp, exigindo a garantia de que pelo menos 40% da frota de ônibus circule durante a paralisação de hoje, com multa de R$ 5 mil para o Sinttra, em caso de descumprimento.

“Não dá para aceitar que o Governo Federal use uma das principais ferramentas de justiça social, que é a Previdência, para tornar a vida do cidadão ainda mais difícil. Com as mudanças propostas, está se negando o direito à aposentadoria a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras”, denuncia Almeida.

 O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara Federal, já anunciou que pautará a votação do projeto ainda este ano. Para ele, com a ajuda do governo, há condições de se conseguir o quórum necessário para a votação.

 “Enquanto o governo Temer propõe que o brasileiro trabalhe por mais tempo para se aposentar, a reforma da Previdência ignora os R$ 450 bilhões que as grandes empresas devem ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Esses números, levantados pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), não são levados em conta na reforma do governo Michel Temer e seus ricos aliados, os banqueiros e grandes empresários. A realidade posta está clara: esse pacote de maldades serve apenas aos políticos sem escrúpulos e empresários aliados do governo Temer, que querem levar dinheiro e defender seus interesses particulares a custa do suor dos trabalhadores”, afirma o dirigente sindical.

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