Sintese presta esclarecimentos sobre patrimônio do sindicato

Depois de sofrer pressão interna por parte de um grupo de oposição, na manhã de ontem a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese) reuniu a imprensa para esclarecer sobre a respectiva prestação de contas realizadas pela atual gestão sindical desde o ano de 2010. Durante o diálogo com os jornalistas a presidente Ângela Melo destacou que o sindicato não se configura em gestão pública, ou seja, não existe a necessidade judicial de apresentar todos os gastos na Lei da Transparência. Para que os números sejam apresentados para professores ou cidadão não filiado, a reivindicação necessita ser aprovada em assembleia.

Conforme destacado pelo sindicato, ao longo dos últimos cinco anos o Sintese começou a ter acesso ao recurso do imposto sindical e conseguiu triplicar o seu patrimônio. Com esse caixa foram feitas aquisição e reforma da sede sindical localizada no município de Neópolis, compra de uma casa-terreno em Nossa Senhora da Gloria para a construção da sede, compra de um terreno em Estância para a construção da sede, compra de um terreno em Itaporanga para a construção de um Centro de Formação, Construção da sede de Lagarto, construção da sede de Itabaiana, além da aquisição de uma casa em Aracaju, localizada na Rua Duque de Caxias, no fundo da sede da Rua Campos, onde será construído um auditório e um centro de formação.

"Essa direção tem a clareza dos tratos que possui com os seus filiados. Quem quiser pode vir aqui para conferir toda a documentação que está disponível para os nossos colegas filiados no sindicato. Quem não for filiado pode vir também, e se quiser venha até acompanhado pela imprensa porque aqui não temos nada a esconder. Tudo é feito com transparência, nós não divulgamos diariamente porque não somos órgão público", disse a presidente. Entre os documentos apresentados estavam talões de cheques, recibos autenticados, boletos com comprovantes de pagamento em anexo, além de centenas de documentos assinados por gestores e professores filiados e notas fiscais.
Ainda de acordo com o sindicato, a ação movida pelo grupo opositor configura-se na tentativa de fragilizar o sindicato com objetivos puramente eleitorais, numa ação que gera mais problemas para o magistério, em um ano que os professores fizeram uma luta árdua, mas não conseguiram a revisão do piso e ainda tiveram sete dias de ponto cortado. A direção do Sintese finalizou destacando que este grupo trabalha com a lógica do quanto pior melhor, ou seja, o melhor é que o grupo administrativo sindical se fragilize, a categoria não avance em nada, pois só assim terá um discurso para sua campanha eleitoral. A presidente Ângela Melo denuncia que o grupo opositor possui o vereador Agamenon Sobral como apoiador.
O polêmico parlamentar é apresentado pela categoria como um inimigo declarado dos professores, para atacar o Sintese. Diante da imprensa foi criticado também o Programa Sergipe Educa Mais, idealizado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed). Entre os benefícios previstos no programa está a redistribuição do ICMS junto aos municípios com melhores resultados, além de prêmios para os professores e estudantes que se destacarem nas avaliações. Para a vice-presidente do sindicato, Ivonete Cruz, é preciso valorizar a carreira do professor e ampliar a discussão sobre a gestão democrática feita pela Seed.

"Nós reunimos nessa coletiva para apresentar os relatórios financeiros, as nossas contas que foram questionadas e agora apresentamos tudo o que desejaram. Paralelo a isso estamos protestando contra esse programa. É preciso discutir e valorizar a carreira do professor, e respeitar o piso salarial do magistério. Esses prêmios nós descartamos. Queremos o que é nosso de direito", afirmou. De acordo com o Governo de Sergipe, todos os aspectos apresentados no Plano Estadual de Educação têm sido dialogados com o Conselho de Educação, que conta também com a participação ativa dos professores. (Milton Alves Júnior)

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