SMTT vai iniciar recuperação de terminais

Milton Alves Júnior

 

Em até 60 dias seguidos a Prefeitura de Aracaju pretende promover todos os reparos básicos existentes nos terminais de integração. A informação foi apresentada ontem por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), após passageiros e comerciantes que circulam pelo terminal do centro terem reclamado da constante falta de iluminação no espaço. Paralelo as dificuldades de transitar em meio à parcial escuridão e a falta de agentes da Guarda Municipal de Aracaju (GMA), os usuários do sistema público alegam que marginais têm se aproveitado da vulnerabilidade para promover roubos.

"Eu já tive dois celulares roubados; um dentro do ônibus e outro no início desse mês no terminal quando seguia para a faculdade. O problema pior é que a gente pede melhorias, mostramos a difícil situação, mas ficamos apenas na promessa. Depois reclamam das nossas lamentações com o reajuste da tarifa. Espero que dessa vez esse prazo seja seguido como foi novamente prometido", disse o estudante Matheus Aguiar. A queixa do acadêmico também é compartilhada entre comerciantes do espaço e vendedores que atuam em estabelecimentos do bairro. Sem qualificação do sistema elétrico, o índice de atos infracionais tem crescido.

Para a vendedora Ângela Andrade dos Santos, para ter noção do problema basta dialogar com os passageiros que acessam o terminal diariamente. "Todas as pessoas que você perguntar vão dizer a mesma coisa: não temos segurança de qualidade e a falta de luz tem atraído os batedores de carteiras e celulares. Ninguém aqui tem sossego; todos andam desconfiados, mesmo que a pessoa que esteja ao seu lado na realidade não apresente risco algum. Pagamos uma tarifa cara por um serviço que deixa muito a desejar. Esse problema está há alguns dias e somente agora a prefeitura diz que vai resolver; isso deveria ser feito antes, quando apenas uma lâmpada apresentava defeito", criticou.

A administração informou ainda que todas as demandas apresentadas pelos aracajuanos que frequentam estes espaços estão sendo catalogadas a fim de buscar soluções imediatas, as quais podem ser promovidas dentro dos dois meses previstos.

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