Rian Santos
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Eu tenho os dois pés atrás com Lars Von Trier, polêmicas fabricadas e a desnaturalização do sensível. Como é impossível recomendar distância do mastodonte dividido em duas partes que estreia hoje, numa sessão concorrida do projeto Cine Cult, fica o conselho: melhor controlar a expectativa.
Muita gente ficou decepcionada com Ninfomaníaca (2013). Não era pra menos. A publicidade que precedeu o lançamento prometia o escândalo. No filme, a julgar pelas primeiras críticas e relatos, a fome do sexo – primitiva como o gesto que aplaca a sede com um pouco de água. Soft Porn define.
Lars Von Trier virou persona non grata em Cannes. Isso é lá com as negas dele. De minha parte, não me canso de rever Dogville (2003), exibido na sessão histórica que inaugurou o projeto Cine Cult no finado Moviecom. Evolução sintomática. Há dez anos, o diretor dinamarquês dispensava um mundo inteiro de artifícios e focava o seu esforço criativo na condução de um set completamente despojado. O filme carregava o discurso (não o contrário, como ocorre agora). E se bastava.
Ninfomaníaca – Desde sempre que Joe se debate com um desejo sexual descontrolado e vê a si própria como ninfomaníaca. Um dia, depois de uma surra, é encontrada quase inconsciente por Seligman, um homem bondoso e celibatário que decide levá-la para casa, onde cuida dos seus ferimentos.
Seligman acaba então por se tornar o confidente improvável desta mulher que decide lhe contar a própria vida. Assim, em oito capítulos, ela recua à infância e faz uma retrospectiva dos 50 anos da sua existência através de histórias em que a tragédia se mistura constantemente com desejo, sexo e jogos de poder.
Um drama erótico dividido em duas partes, com argumento e realização de Lars von Trier e que conta com a participação de Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgård, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman e Willem Dafoe.
Serviço:
Local: Cinemark Riomar
Data: 11 e 13 de fevereiro
Hora: 21 horas


