Soldado envolvido em chacina já está solto

O soldado da Polícia Militar Jean Alves de Souza, um dos quatro réus do processo que apura a "Chacina do Huse", que estava detido no Presídio Militar (Presmil) desde o dia seguinte ao episódio, já responde ao processo em liberdade. Ele foi libertado no último dia 14, por força de habeas-corpus concedido no dia anterior pelo desembargador Luiz Antônio Mendonça, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Com essa decisão, permanece preso apenas o tenente da PM Genilson Alves de Souza, acusado de invadir o hospital e matar os três pacientes na companhia dos irmãos Jean e Ginaldo (vigilante da Prefeitura de Aracaju).

Na decisão, Mendonça alega que Jean não oferece nenhum risco ao andamento do processo, pelo fato de não ter nenhum registro negativo em sua ficha disciplinar na corporação. "Apenas o acusado Jean Alves de Souza demonstra ser possuidor de condições pessoais favoráveis, pois sua liberdade não oferece risco à ordem pública ou econômica, tampouco à instrução criminal, haja vista ser servidor público estadual e encontra-se matriculado em curso presencial de nível superior, em Universidade sediada nesta Comarca, consoante comprovante de matrícula acostado, não evidenciando neste momento interesse em se distanciar desta Comarca, o que desaconselha a manutenção da sua custódia preventiva", escreveu o magistrado.

Apesar da liberdade, o desembargador impôs medidas restritivas ao soldado, que está proibido de se ausentar da Comarca de Aracaju, de manter qualquer contato com as testemunhas do caso e de freqüentar locais como bares, boates e casas noturnas. Ginaldo e o agente Ralph Monteiro (sobrinho dos acusados) tinham sido presos em flagrante na noite da chacina, mas foram libertados em junho, por força de outro habeas-corpus do TJSE. O processo judicial sobre a Chacina do Huse teve sua fase de instrução encerrada no último dia 5 e aguarda uma decisão de pronúncia dos réus pela juíza da 8ª Vara Criminal, Soraia Gonçalves. (Gabriel Damásio)

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