SSP desarticula grupo que vendia armas de forma fraudulenta e apreende celulares no sistema prisional

As forças de segurança pública de Sergipe estiveram participando da segunda edição Operação Cangalha – coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No estado, a principal ação foi a Operação Tiro Certo, que desarticulou um grupo criminoso, que atuava com a aquisição de arma de fogo de forma fraudulenta, foi desarticulado pela Polícia Civil. Em Sergipe, a ação contou com a atuação das polícias Civil, Militar e Penal, contando com o apoio da Secretaria da Justiça, do Trabalho e da Defesa do Consumidor (Sejuc).
O delegado Dernival Eloi explicou que as ações tiveram como o objetivo combater o crime em diversas frentes. “Aqui, foram várias ações desenvolvidas pelas polícias, onde foram feitas revistas no sistema prisional e centenas de celulares foram apreendidos, assim como a Operação Tiro Certo, da Polícia Civil, em que aprendemos diversas armas de fogo”, destacou o diretor do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope).
Dernival Eloy também ressaltou a importância da operação no combate à criminalidade no Brasil. “É uma operação muito importante que visa a integração dos órgãos de segurança pública que combatem as organizações criminosas. Temos reuniões em Brasília (DF), onde as diretrizes da operação são traçadas. Foi uma operação muito exitosa e uma iniciativa muito importante por gerar essa troca de informações sobre o crime organizado”, avaliou.
Na Operação Tiro Certo, a Polícia Civil identificou uma organização criminosa que coaptava pessoas dispostas a dar entrada no processo administrativo para aquisição de arma de fogo. Em seguida, através de um profissional de Contabilidade, eram criadas empresas de fachada a fim de cumprir o requisito legal de “ocupação lícita” e “residência fixa”.
O passo seguinte, era realizado através de uma profissional de psicologia, a qual garantia mais um pré-requisito para ter acesso à arma: ela atestava a aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo dos candidatos de forma fraudulenta. Existem provas nos autos que alguns candidatos sequer compareceram ao consultório da psicóloga.
Preenchidos os requisitos de “ocupação lícita”, “residência fixa” e “aptidão psicológica para o manuseio de arma de forma”, membros da organização criminosa fraudavam o “exame de capacidade técnica de tiro”, realizados no Clube de Tiro Tavares, município de São Cristóvão/SE, e Clube Carcará, município de Lagarto/SE.

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