O superintendente estadual da Caixa Econômica Federal, Luciano Pimentel, foi exonerado do cargo em Sergipe. O ato já foi publicado no Diário Oficial da União e o seu substituto deverá ser Anacleto Grosbelli, que era superintendente da CEF no Acre e estava no cargo desde março de 2012.
Provocada pelo Jornal do Dia, a Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal informou que "houve alteração em algumas unidades da Caixa, dentre elas a Superintendência Regional de Sergipe. Trata-se de processo interno do banco. O novo superintendente em Sergipe assume na segunda-feira, dia 06 de janeiro".
Segundo informações da Caixa, Luciano Pimentel está em férias no exterior.
Pressão política – O senador Antonio Carlos Valadares, presidente de honra do PSB sergipano, partido ao qual Luciano Pimentel é filiado e sempre citado como provável candidato a deputado estadual, atribui a decisão a pressão política movida pelo deputado estadual João Daniel (PT) e pelo presidente estadual do PT, deputado federal Rogério Carvalho.
Valadares disse que há 15 dias informou ao governador Jackson Barreto (PMDB) que os deputados estavam fazendo pressões junto a ministra Ideli Salvati (Articulação Política) para a mudança na superintendência da Caixa.
"Quero deixar claro que quem provocou a mudança não foi o PT de Marcelo Déda (ex-governador, falecido no início de dezembro), mas o PT de Rogério e João Daniel", protestou o senador, que disse que fará nova avaliação sobre a aliança política em Sergipe.
Há duas semanas, pouco antes do recesso parlamentar, João Daniel discursou na Assembleia contra a mudança do programa rural adotado pela Caixa em Sergipe.
Segundo o senador Valadares, o deputado João Daniel controla entidades ligadas a área rural que intermedia programas do Incra e da Caixa voltados para o campo. "Em Sergipe, Luciano Pimentel conseguiu seis mil casas na área rural, o dobro do número de casas construídas na Bahia. O mais grave é que a mudança tem nítida motivação política", censurou o senador.
Valadares garante que Luciano Pimentel nunca manifestou interesse de ser deputado estadual, mas agora com a sua provável aposentadoria, já que tem 32 anos de serviços prestados à Caixa Econômica, ele mesmo vai fazer questão que o ex-superintendente seja candidato à Assembleia Legislativa. "É preciso estimular novas candidaturas para acabar com o feudo existente atualmente na Assembleia", entende o senador.


