Gabriel Damásio
Morreu na tarde de ontem um dos investigados pela morte do agente de polícia Paulo Sérgio Souza de Jesus, o ‘Paulinho’, chefe de custódia da 3ª Delegacia Metropolitana (3ª DM), que foi assassinado no último domingo. De acordo com a Polícia Civil, o suspeito identificado como William Santos Gomes, o ‘Zika’, 19 anos, reagiu a um cerco de agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), na zona rural de Pedrinhas (Centro-Sul). No tiroteio que se seguiu, ‘Zika’ foi atingido e levado pelos próprios policiais até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Boquim, onde sua morte foi constatada pelos médicos.
A polícia não deu outros detalhes sobre o cerco ao suspeito e qual a ligação exata dele com a morte do agente. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), algumas equipes do Cope permaneciam fazendo buscas na região até o fechamento desta edição, buscando cumprir uma ordem de prisão preventiva já expedida pela Justiça. Os delegados que investigam o caso se reuniram ontem na sede do Cope e prometeram uma coletiva de imprensa para a manhã de hoje.
No entanto, o nome e as fotos de William circulavam desde a noite do domingo entre grupos de policiais na internet e já era apontado como um dos matadores de Paulo Sérgio. A mãe e a avó do suspeito chegaram a procurar os veículos de comunicação na tarde de ontem e apelaram para que ele se entregasse às autoridades. Ambas também confirmaram que o policial era conhecido da família e chegou a contribuir financeiramente com os estudos de ‘Zika’, mas não souberam dizer se ele tinha algum tipo de conflito com a vítima. Após a confirmação da morte, elas ficaram bastante abaladas.
A polícia investiga ainda a participação de outras pessoas na morte de ‘Paulinho’, cujo corpo foi encontrado dentro de sua residência, na Barra dos Coqueiros (Grande Aracaju). O cadáver estava amordaçado, amarrado e desfigurado por várias marcas de facadas pelo corpo. Já o carro usado por ele, um Renault Logan vermelho da SSP, foi abandonado no Parque dos Faróis, em Nossa Senhora do Socorro, e tinha manchas de sangue nos bancos e em uma bolsa com lençóis achada no porta-malas. O Cope e o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) tratam o caso como latrocínio, porque a arma do agente e outros objetos da casa foram levados.


