Taxistas de Aracaju cobram combate aos clandestinos

Taxistas banderinhas voltaram a se reunir, em Aracaju, a fim de exigir fiscalização mais ostensiva por parte da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), junto aos taxistas clandestinos que diariamente realizam serviços ilegais na Grande Aracaju. Em decorrência da continuidade do problema, a direção do Sindicato dos Taxistas de Sergipe (Sintax) decidiu criar um dossiê relatando este serviço inconstitucional e apresentar ao procurador geral do Ministério Público Estadual (MPE/SE). Conforme cálculos dos sindicalistas, mais de 300 veículos de placa cinza realizam serviço de frete para a capital sergipana. 75% desse total são realizados por moradores da Barra dos Coqueiros.

Sem um possível apoio por parte da Prefeitura de Aracaju, os taxistas credenciados dizem esperar que o MPE possa atender ao pleito da categoria e acionar uma Ação Civil Pública em caráter de urgência. De acordo com o presidente do Sintax, Manildo Costa, é preciso que o órgão estadual de fiscalização ‘acelere’ os estudos da causa e passe a pressionar a diretoria de trânsito da SMTT. "Voltamos a nos encontrar pra debater esse problema que não incomoda a gente de ontem pra hoje, e sim, há mais de anos. Os taxistas aracajuanos estão se sentindo prejudicados e precisamos da ajuda do Ministério Público porque a SMTT pouco faz pra mudar essa situação", declarou.

Pela superintendência foi informado que devido a ausência de efetivo suficiente para deter de maneira eficaz esse transporte ilegal, é preciso que os moradores e taxistas credenciados denunciem os flagrantes através da central de atendimento da SMTT e colaborem com o monitoramento de todos esses veículos. Em contrapartida, os profissionais garantem que medidas paliativas poderiam ser adotadas a fim de inviabilizar o transporte clandestino / frete, mas interesses políticos estariam interferindo para que as leis municipais e estaduais permaneçam sendo desrespeitadas. Ainda segundo Manildo, falta interesse por parte dos agentes de trânsito e administradores públicos.
"Decidimos incluir no documento que iremos entregar ao MPE e a própria SMTT a solicitação de instalação de agentes de trânsito em pontos estratégicos da cidade. Não precisa botar guarda na cidade toda, os pontos utilizados de costume pelos ‘taxistas’ de placa cinza já são de conhecimento do poder público ha mais de dois anos", pontuou o presidente. Entre estes pontos de parada relatados no dossiê estão paradas de táxi em torno dos shoppings da capital, unidades de pronto atendimento, instituições hospitalares, mercado central e nos arredores da ponte Aracaju / Barra dos Coqueiros.

Compartilhando com as declarações do presidente, o também taxista Eduardo Freire dos Santos disse ter registrado redução financeira ao longo dos últimos oito meses. "Como eles (clandestinos) já sabem que a fiscalização é fraca e multas nunca são aplicadas, estão atuando mais vezes e prejudicando a gente. Se meu lucro já não é o mesmo de antes é por causa dessas pessoas que usam o carro pessoal como se fosse táxi", disse.

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