Terceirização preocupa trabalhadores

Já no período da tarde, milhares de trabalhadores se aglomeraram no Parque Augusto Franco, popular Parque da Sementeira, e seguiram em caminhada até a sede administrativa do Governo de Sergipe. O foco do movimento era cobrar do governador Jackson Barreto o apoio em reafirmar junto à presidenta o desejo dos sergipanos em ver o projeto ser reprovado. A preocupação dos brasileiros gira também no item que enaltece autonomia do setor empresarial. Segundo propostas do PL, os terceirizados não serão representados por sindicados das categorias profissionais das tomadoras de serviços. O argumento é que isso favorecerá a negociação e a fiscalização em relação à prestação de serviços.
Caso a proposta seja aceita pelo Governo Federal, o trabalhador terceirizado será representado pelo sindicato dos empregados da empresa contratante quando a terceirização for entre empresas com a mesma atividade econômica, o que possibilitará que o profissional receba as correções salariais anuais da categoria. O deputado federal Sandro Mabel (PL-GO) é o autor do projeto de terceirização. Durante a marcha professores da rede estadual de ensino também estiveram presentes sob organização do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese). Os docentes também aproveitaram o momento para reivindicar dos gestores condições objetivas para uma escola pública de qualidade para todos.
Insatisfeitos com o não repasse do reajuste salarial de 13,01% para todos os níveis profissionais, os educadores voltaram a protestar contra o secretário de estado da educação Jorge Carvalho e prefeitos do interior sergipano que não estariam respeitando o piso salarial. Integrando também o ato, professores da rede municipal protestaram contra o prefeito João Alves Filho e acusaram o gestor de perseguidor de professor. "Estamos reunidos contra esse projeto de terceirização, mas o que poucos sabem é que João além de nos perseguir, já terceiriza alguns serviços essenciais como a merenda escolar. Hoje esse trabalho é feito de forma terceirizada e não admitimos esse tipo de conduta de um prefeito que disse ser a solução", lamentou a professora Ana Rosa de Araújo.
A marcha que contou com mais de oito mil pessoas recebeu o apoio de assentados do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU), Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma), e Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB). Para tentar organizar o trânsito de veículos foram mobilizadas cinco equipes da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), além de agentes da Companhia de Policiamento de Trânsito (CPTran) e uma viatura de apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Pela coordenação geral das centrais sindicais foi garantido que as categorias permanecem atentas ao atual cenário político e administrativo do Brasil e de Sergipe. Outras grandes mobilizações podem ser programadas ainda para este mês de abril.

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