Tia é acusada de envolvimento no assassinato de empresário

THIAGO CARVALHO FOI MORTO EM ARACAJU (Redes sociais)
Milton Alves Júnior
Permanece presa por tempo indeterminado, uma mulher apontada como cúmplice da ação criminosa que vitimou o empresário Thiago de Carvalho Novaes, de 30 anos. Conforme consta nos autos do processo – bem como amplamente destacado pelo JORNAL DO DIA, o jovem foi morto a tiros na noite do dia 06 de janeiro deste ano quando deixava uma academia na zona Sul de Aracaju. A ordem de prisão foi deliberada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJSE), após a Superintendência da Polícia Civil, por intermédio da Divisão de Inteligência da Polícia Civil e do Instituto de Criminalística, atestar fortes indícios de participação indireta da tia da vítima.
Responsável por coordenar as investigações, o delegado Mário Leony revelou que a mulher presa tinha acesso à rotina e à movimentação da vítima e repassava essas informações ao executor, de forma atualizada. O trabalho de perícia nos aparelhos dos suspeitos também contribuiu diretamente para que o plano e o ato de execução fossem postos em prática. Consta ainda nos autos do processo – de igual modo sem prazo para ser elucidado -, que foi possível identificar conversas que demonstram a cumplicidade entre os suspeitos, mesmo ambos utilizando códigos para tratar do crime. A Polícia Civil não descarta a possibilidade de haver novos desdobramentos, inclusive, com a participação de outras pessoas.
Para o Ministério Público Estadual (MPSE), a motivação do crime está relacionada a uma disputa pelo patrimônio da família. Thiago era responsável pela administração dos bens após o agravamento do estado de saúde da mãe da vítima, que está acamada, e teria restringido o acesso de familiares aos recursos, o que teria intensificado conflitos, especialmente com a tia. O crime foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, o que dificultou a defesa da vítima. Identificada como Nadja Conceição França, a defesa dela negou as acusações e afirmou que irá comprovar a inocência da cliente ao longo do processo judicial.
“O trabalho de investigação permanece para que todos os pontos apurados sejam finalizados sem que haja dúvidas de absolutamente tudo o que aconteceu naquela noite de terça-feira, 06 de janeiro. Muitas informações importantes foram adquiridas após perícia dos aparelhos telefônicos, mas caso alguém possua outros dados que possam contribuir com o nosso trabalho, pedimos que compartilhe junto ao Disque Denúncias da Polícia Civil”, destacou o delegado. O compartilhamento destes dados deve ser feito a qualquer hora do dia por meio do Disque Denúncia (181). O sigilo é garantido. Profissionais do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (CIOSP 190) também permanecem à disposição para encaminhar as informações para o setor responsável por este monitoramento.
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