Gabriel Damásio
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Dois criminosos armados levaram pânico e terror a centenas de pessoas que passavam ontem à tarde pelo Terminal Rodoviário Luiz Garcia, no centro da capital. Por volta das 13h de ontem, eles invadiram uma das áreas de passagem dos ônibus e dispararam pelo menos quatro tiros de pistola. Segundo a polícia, o alvo dos bandidos foi um vendedor de 25 anos que teria sido perseguido pelos bandidos e levou dois tiros, sendo um na cabeça e outro na perna. O homem foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado em estado grave ao Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), no Capucho (zona oeste).
Segundo a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde, o vendedor baleado permanecia internado na noite de ontem, com quadro de fraturas no crânio e no fêmur. Além dele, uma passageira de 25 anos que estava no ponto de ônibus ao lado do Terminal foi ferida na perna esquerda por uma bala perdida. Consciente e estável, a mulher também foi levada ao Huse, onde ficou internada em observação na Ala Verde, com fratura no membro inferior. Os atiradores, que usavam capacetes e estavam a bordo de uma moto, conseguiram fugir e não foram identificados até o fechamento desta edição.
Apesar da dúvida sobre a autoria, a polícia já tem uma linha de apuração sobre o crime: um suposto acerto de contas entre a vítima e os atiradores. O comandante do 8º Batalhão da Polícia Militar (8º BPM), tenente-coronel Vivaldy Cabral, disse ao JORNAL DO DIA que o vendedor baleado era ex-presidiário e já respondeu a um processo por tráfico de drogas. "Nós apuramos que esse rapaz teria se desentendido com outros homens em uma rua próxima ao Mercado [Albano Franco]. Depois dessa briga, a vítima saiu andando até as imediações do antigo prédio do INSS, ali na [avenida] Carlos Firpo, mas já estava sendo seguida por alguém. Ao chegar naquele trecho, os dois motociclistas apareceram e fizeram os disparos contra o rapaz", relatou Vivaldy. Familiares da vítima estiveram no local do crime e negaram que ela estivesse envolvida em alguma briga.
O ataque começou na área de uma feira livre que funciona no entorno do terminal, de onde o homem correu até o ponto de ônibus, por onde passam os ônibus que servem aos conjuntos residenciais de Nossa Senhora do Socorro. Na hora do crime, centenas de pessoas caminhavam pelo local ou aguardavam o ônibus e, assustadas, entraram correndo no terminal para fugir dos tiros. Foi o momento em que a passageira foi atingida.
A PM assegura que o policiamento na região do Centro e do Mercado permanece reforçado, em consequência da Operação Comércio Seguro, realizada ao longo do final de ano. No entanto, segundo o coronel Vivaldy, alguns tipos de homicídios são difíceis de prevenir, como no caso dos acertos de contas entre rivais – principal hipótese do crime de ontem. "A PM já reforça a segurança na área, mas infelizmente, esses conflitos entre integrantes de quadrilhas, ou pessoas que mantém rixas com inimigos, acontecem em qualquer lugar e a qualquer momento, independente das condições de segurança. É algo impossível de prever, porque é um crime premeditado", avalia o comandante.
O caso, registrado como tentativa de homicídio, será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Qualquer informação que possa levar aos autores do crime pode ser repassada à polícia através do Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita e o denunciante não precisa se identificar.


