TJSE deve julgar legalidade de greve

Em greve há exatos 30 dias, os docentes que atuam na rede pública de ensino se reúnem hoje em frente ao Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ/SE). A aglomeração tem por objetivo acompanhar a sessão plenária que prevê a reavaliação da liminar expedida pelo desembargador José dos Anjos, na qual julga a greve dos professores como ilegal e aplica uma multa de R$ 10 mil para cada dia de descumprimento. A paralisação de aproximadamente 12 mil profissionais da educação contabiliza 300 mil de multa e deixa 170 mil estudantes fora das salas de aula. No último dia 10 este mesmo debate jurídico havia sido marcado, mas foi derrubado pela corte.

Contrariados com a suspensão da sessão plenária, a categoria promete hoje realizar mais um ato que contará com a participação de docentes dos mais diversos municípios sergipanos. Conforme enaltecido pela direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Sergipe (Sintese), é preciso que o poder judiciário entenda a situação de calamidade vivenciada pela categoria e atue junto com a classe trabalhadora. "Precisamos desse apoio para garantir que a educação pública em Sergipe volte a avançar. Infelizmente com essa liminar ajuizada pelo desembargador José dos Anjos fica difícil brigar por progresso. Quem conhece a nossa realidade está ao lado defendendo as causas dos professores", disse Ângela Melo, presidente do Sintese.

A categoria reivindica junto à Secretaria de Estado da Educação (Seed), um reajuste salarial de 13,01% para todos os níveis profissionais, além de uma imediata qualificação estrutural das unidades escolares, contratação de novos professores para as salas de aula, e ampliação da segurança em todas as instituições. Acampados em frente ao Palácio Governador Augusto Franco, os trabalhadores pretendem permanecer até que o governo apresente interesse em dialogar com a categoria quanto aos pleitos apresentados. "Estamos aqui 24 horas há mais de 20 dias só esperando o vice-governador Belivaldo Chagas ou o governador Jackson Barreto começar a dialogar com a gente. Talvez isso comece a partir de hoje caso o TJ apresente liminar favorável à nossa reivindicação", declarou o professor Jorge Alves.
Os manifestantes devem chegar à Praça Fausto Cardoso já por volta das 7h. A perspectiva da categoria educacional é iniciar a pressão popular no momento em que os desembargadores comecem a chegar na casa judiciária.

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