Trabalhadores da PMA cobram recebimento do salário de agosto

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Com os salários atrasa-dos, mais de 800 tra-balhadores da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) e Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) se uniram na manhã de ontem para protestar contra a Prefeitura de Aracaju. Insatisfeitos com a forma adotada pelo perfeito João Alves Filho, a classe trabalhadora ocupou o pátio dos respectivos ambientes de trabalho a fim de pressionar a gestão para quitar a dívida salarial que possui junto aos trabalhadores. Por mais de cinco horas foram suspensos os serviços de limpeza e urbanização pública, interdição no andamento de obras ou reformas, além de congelamento das atividades de cunho burocrático administrativo.

Conforme declarado pela categoria, a Secretaria Municipal da Fazenda (Semfaz) tem anunciado que no dia de hoje irá quitar todas as pendências financeiras relacionadas ao mês de agosto junto aos trabalhadores, mas promessas realizadas em meses anteriores acabaram não sendo cumpridas dentro do prazo previamente estabelecido pelo prefeito. Conforme fora destacado pela direção do Sindicato dos Empregados da Administração Indireta do Município de Aracaju (Seame), se a promessa de quitação não fou cumprida nesta quarta-feira, 09, a perspectiva é que os servidores públicos e terceirizados cruzem os braços e deem início a uma paralisação por tempo indeterminado.

Segundo cálculos de Cláudio Leite, presidente do Seame, este problema financeiro é procedido pela quinta vez consecutiva na capital sergipana. Além dos salários atrasados, benefícios como vale alimentação e vale transporte deixaram de ser repassados para todos os profissionais que atuam diretamente nas duas empresas públicas. "Tem cinco meses que essa situação acontece aqui em Aracaju e nessa terça-feira, quinto dia útil, ninguém tinha recebido nada, muito menos tinham perspectivas de pagamento. Depois da mobilização foi que falaram em pagar nessa quarta. Os trabalhadores já estão cansados da forma como João vem tratando todos nós e se não quitar tudo hoje iremos parar todos os setores até que tudo seja esclarecido e repassado para a conta do profissional", avisou.

A expectativa por parte dos servidores da Emsurb e Emurb era que os recursos financeiros fossem depositados nesta madrugada. Caso o direito constitucional novamente não tenha sido cumprido, a classe trabalhadora pretende sair em caminhada pelas ruas e avenidas da cidade com direção ao Centro Administrativo Aloísio Campos, sede da Prefeitura de Aracaju. A proposta é pressionar João Alves para que nenhum profissional acumule mais problemas diante do atraso salarial. "A prefeitura atrasa nosso pagamento, mas não se atenta para o problemão que causa principalmente para aqueles que acabam atrasando o pagamento do aluguel, atrasam o cartão de crédito, atrasam pagamento de pensão alimentícia, fato esse que pode até gerar cadeia se a ex-mulher acionar a justiça", destacou.

Mobilizados, os manifestantes fizeram comparações entre a atual administração e a passagem de Edvaldo Nogueira (PC do B) e Marcelo Déda Chagas (PT), pela chefia do poder municipal. É perceptivo em todas as entrevistas concedidas por gestores públicos atuais o quanto incomoda aspectos positivos conquistados para o povo até o retorno de João para a prefeitura. Na avaliação de Josefina Alexandre a comparação é inevitável. "Antes a gente recebia tudo sempre no dia 30 de cada mês, ou no máximo, quando acontecia um problema grande, a gente recebia dia 01. Hoje João está pagando até quase no dia 10. Desse jeito não tem como suportar, muito menos ficar calado e não comparar o cumprimento de salário em dias de Edvaldo e Déda, e agora com o atraso de João", lamentou.
Por meio de nota oficial a Prefeitura de Aracaju informou que até hoje irá finalizar o pagamento da folha referente ao mês de agosto, com o pagamento dos salários dos funcionários das empresas e temporários.

Torre – Durante o final de semana prolongado funcionários da empresa Torre, responsável por recolher mais de 500 toneladas de lixo todos os dias em Aracaju, voltaram a paralisar as atividades por conta de problemas financeiros que envolvem a Prefeitura de Aracaju, a Torre e a classe trabalhadora. Por dia, mais de 1.700 garis e margaridas, e 150 carros são utilizados para realizar a coleta. Uma dívida milionária orçada em aproximadamente 20 milhões continua gerando impasses entre os três agrupamentos. Também apenas por meio de nota publicada pela assessoria de comunicação da Emsurb, a prefeitura informou que o problema já havia sido resolvido. Essa foi a quinta paralisação realizada na capital sergipana em menos de dez meses.

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