Trabalhadores do setor lojista repudiam descaso do patronato nas negociações

RONILDO ALMEIDA, DA FECOMSE (Divulgação)
Os trabalhadores e as trabalhadoras do setor lojista repudiam a falta de interesse e o descaso do patronato nas negociações para o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho 2025. Como explica Ronildo Almeida, da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços de Sergipe (Fecomse), contatos vêm sendo mantidos com a classe empresarial desde o ano passado, sem nenhum avanço.
“A pauta de reivindicações foi entregue ao setor patronal desde o ano passado e até o momento o empresariado empurra para o não-fechamento da convenção coletiva do setor. Precisamos urgentemente recompor as perdas salariais da classe trabalhadora, que enfrenta todo tipo de dificuldade e salários defasados, mas continua dando a sua contribuição, o seu suor, tendo um papel determinante no crescimento e na consolidação das empresas”, argumenta Ronildo Almeida.
O dirigente da Fecomse destaca que, nas reuniões entre os sindicatos dos trabalhadores e patronal, o próprio representante do empresariado lojista já apontou a possibilidade de fechar a convenção coletiva do setor tendo como base as convenções dos demais segmentos já negociadas.
“No entanto, a enrolação do patronato é constante. Já se vai quase metade do ano e nada, lembrando que a data-base da categoria é  janeiro. Uma verdadeira humilhação com os trabalhadores e trabalhadoras lojistas”, pondera Ronildo Almeida. “A situação é bastante crítica, com acúmulo de prejuízos financeiros e sociais nos últimos anos”.
Segundo o dirigente da Fecomse, o canal de negociação pelos trabalhadores e seu sindicato continua aberto. “Permanecemos na luta para que as nossas necessidades e os nossos pleitos sejam respeitados, não como um favor, mas como pagamento pelo trabalho efetivo que realizamos. Esperamos que o patronato, representado pelas liderancas lojistas Max Andrade e Gilson Figueiredo, tenha de fato interesse em avançar  nas negociações e pagar o que deve aos trabalhadores”, argumenta Ronildo Almeida..
Pauta – Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a manutenção de todas as cláusulas das convenções coletivas vigentes, recomposições salariais e discussão de algumas cláusulas novas que se fazem necessárias para que haja avanços para a categoria.
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