TRADIÇÃO DO PESCADO É MANTIDA

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

Em virtude das comemorações da Semana Santa, comércio de mariscos em Aracaju regista aumento de 7% em comparação ao mesmo período do ano passado e já agrada os comerciantes. Para atender a demanda de consumidores, na área externa do Mercado Albano Franco foi montada uma feira extra com mais de 20 barracas destinadas apenas a revender peixes, camarão, sururu, aratu e ostra. Com preços que variam entre R$ 8 e R$ 50, a depender do quilo e tipo de alimento, a perspectiva é que o movimento de pessoas continue intenso até o início da tarde de amanhã. Para essa sexta-feira da paixão os vendedores esperam comercializar mais de uma tonelada de pescados.

Há 13 anos trabalhando nesse ramo, a vendedora Mércia Oliveira disse que essa é a época do ano em que os comerciantes de pescados mais lucram. Garantindo qualidade e preços acessíveis, ela informou que há mais de duas semanas vem registrando aumento nas vendas e no número de encomendas. "O final do ano também é bastante movimentado, mas a Semana Santa é quem garante o nosso pão de cada dia por uns dois ou três meses. Não pelo aumento nos valores, e sim pela elevação nas vendas. Esperamos que o bom movimento permaneça até domingo", afirmou.

Entre os produtos mais procurados até à tarde de ontem estavam os peixes do tipo vermelha, bacalhau e robalo, como também camarão pistola. Em decorrência do feriado, o comércio hoje no local segue até o meio-dia. De acordo com o servidor público aposentado Anselmo do Rosário, ele foi pego de surpresa pela vasta variedade de pescados ainda disponíveis para venda nas vésperas dos dias santos. "Achei que iria levar bronca em casa por ter retardado a compra do peixe que minha esposa gosta e não iria encontrar aqui.

Para o meu espanto e felicidade, encontrei uma arraia maior e mais barata que nos supermercados", disse.
Apesar do espaço ser destinado aos mariscos, também é possível encontrar comerciantes vendendo mantimentos bastante utilizados no preparo das comidas. Entre esses complementos estão: coco ralado e ao leite, verduras, azeite, castanhas e temperos variados. Segundo o vendedor Jairo Santana, a comercialização de outros produtos contribui para que os clientes possam adquirir todos os alimentos necessários em um só lugar. "Esse procedimento nós realizamos desde 2010 e vem dando muito certo, graças a Deus. Além de agradar a população, também ajuda a elevar a nossa renda no final das festividades", relatou.

Com a qualidade dos produtos aprovada por técnicos da Vigilância Sanitária do município, os visitantes da feira extra aprovaram o serviço e garantem retornar nos próximos anos. Esse é o caso da microempresária Marise Alves que fornece o serviço de buffet. "Eu necessito e tenho por obrigação garantir a qualidade dos alimentos que forneço justamente para conquistar a satisfação dos meus clientes. Percebemos que o local está sendo limpo constantemente e ninguém pega nos produtos e em dinheiro. Estão todos de parabéns", afirmou.

Promovendo o comércio no sábado de aleluia com horário diferenciado, a tendência é que os vendedores que trabalham no Mercado Albano Franco deem início às atividades por volta das 6h30 e sigam até às 13h. Já o porto de pescados, que fica em frente à praça de eventos dos mercados, abre as portas às 6h e permanece comercializando também até às 13h.

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