Tribunal do Júri é que vai decidir penas dos assassinos de Genivaldo

Milton Alves Júnior

Os três policiais rodoviários federais indiciados pela morte de Genivaldo de Jesus Santos, durante abordagem ocorrida no dia 25 de maio do ano passado, serão levados à júri popular ainda sem data prevista. A definição por este encaminhamento foi protocolada pela Justiça Federal, assinada pelo juiz Rafael Soares Souza, da 7ª Vara da Justiça Federal em Sergipe. Mediante esta medida, William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento permanecem presos no Presídio Militar de Sergipe, em Aracaju, onde estão confinados desde o dia 14 de outubro. Com base no relatório apresentado pelo Ministério Público Federal, os réus respondem pela prática de por abuso de autoridade, homicídio qualificado e tortura.
Depois que foram encerradas todas as audiências, focadas no processo de coleta dos depoimentos proferidos por testemunhas de defesa da vítima, bem como dos três agentes federais, havia uma expectativa para a definição quanto ao rumo do julgamento derradeiro. Desde o momento da ocorrência, o JORNAL DO DIA tem acompanhado este caso. Entre cerimônia fúnebre, mobilizações populares, identificação e ordem de prisão dos policiais, o JD segue apresentando os detalhes exigidos por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Federal (MPF), Senado Federal, Câmara Federal, entidades sociais, e corporações internacionais, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU). O encaminhamento para júri popular foi comemorado por amigos e familiares.
“Nada vai me trazer o esposo de volta; o pai do nosso filho de volta; nem o amigo querido que era para tantas pessoas. Essa decisão que fica na mão agora dos juris a serem escolhidos pela Justiça, permite apenas que a própria justiça dos homens seja feita e cada um deles pague pelo crime cometido. O que fizeram foi tortura e os assassinos precisam pagar pelo ato covarde e criminoso que cometeram. A saudade será eterna, mas o sabor da justiça sendo feita, também”, declarou Maria Fabiana, esposa. No momento da abordagem ela, acompanhada de um sobrinho de Genivaldo Jesus, se aproximaram dos agentes para informar que a vítima sofria de problemas de saúde, inclusive naquele momento portava uma cartela do medicamento indicado.
Segundo a perícia, o esforço físico intenso e o estresse causados pela abordagem policial resultaram numa respiração acelerada de Genivaldo de Jesus, o que pode ter potencializado os efeitos tóxicos dos gases. A perícia disse ainda que os gases causaram um colapso no pulmão da vítima.
O advogado de defesa dos policiais disse que pretende recorrer a instâncias superiores para evitar o júri popular.

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