O primeiro dia de disputas do Troféu Brasil Loterias Caixa de Ginástica Artística, realizado no ginásio Constâncio Vieira, em Aracaju, reapresentou aos fãs da modalidade grandes talentos que estavam afastados das competições. E essas estrelas voltaram bem.
Arthur Zanetti, campeão olímpico em 2012 e vice em 2016, é um desses craques. Representando o Agith, de São Caetano, ele se classificou em primeiro lugar nas argolas, com 14.700. Zanetti avançou ainda na sexta colocação no solo, um aparelho no qual costuma competir para ajudar sua equipe em competições nacionais. Ele ainda vai participar ainda da fase classificatória do salto, nesta sexta-feira (14).
Zanetti voltou a competir pela primeira vez desde o Campeonato Pan-Americano, realizado no Rio de Janeiro, em julho do ano passado. Acometido por uma virose, o atleta paulista não participou do Mundial de Liverpool.
“Estou voltando a competir agora. Este Troféu Brasil está sendo muito importante, porque serve como parâmetro para a gente. Apresentamos nossa série numa situação real, para os árbitros, e aí podemos avaliar o que precisamos melhorar. E serve também para a Comissão Técnica da Seleção observar os atletas, para que comecem a formar a equipe para o Mundial (da Antuérpia, a partir do final de setembro). É esse Mundial que vai decidir nossa vida, pensando em Jogos Olímpicos”, disse o atleta, que disse que se sentiu bem durante a competição. “Fisicamente eu me senti muito bem. Um pouquinho nervoso no solo. Nas argolas não fico mais, é tranquilo. Solo e salto ainda me dão uma certa ansiedade, principalmente por causa desse tempo sem competir. Mas gostei das minhas provas. No solo sei o que preciso fazer para chegar na minha meta, de ficar próximo dos 14.000 (ele obteve 13.300), meu objetivo nessa competição”.
Outra estrela que se reencontrou no ginásio foi Jade Barbosa, do Flamengo. A medalhista nos Mundiais de 2007 (bronze no individual geral) e 2010 (salto) sentiu uma instabilidade no joelho e não participou do Campeonato Pan-Americano e do Mundial de Liverpool. A atleta de 31 anos, que sonha participar dos Jogos de Paris, que seriam sua última Olimpíada, ficou em quarto lugar nas paralelas assimétricas (12.433), aparelho dominado por sua colega de equipe, Lorrane Oliveira (13.333).
Flávia Saraiva, que sentiu o tornozelo direito durante o Mundial de Liverpool, também retorna às competições. Ela conseguiu se classificar em sexto lugar nas assimétricas (12.133).
Quem se saiu bem nesta quinta-feira também foi Vinicius Blackman, do Setor Leste. O atleta do Distrito Federal costuma brilhar nas competições nacionais no cavalo com alças. Ele se classificou em primeiro lugar para a final, com a nota 13.050.
“Sempre gostei do cavalo, desde que comecei na ginástica, há quase 20 anos. Sempre tive muita facilidade nesse aparelho. Costumo visualizar as séries na minha mente. Passo ela inteira na minha cabeça. Como olho pra frente nos volteios, eu coloco um ponto de referência na minha série, e isso me ajuda. Estou bem feliz com o que mostrei na classificação, mas a gente sempre acha que dá para melhorar, e quero que isso aconteça na final”, disse Vinicius.
Troféu Brasil de Ginástica Artística reúne mais de 60 ginastas brasileiros


