Milton Alves Júnior
O solo no município ser gipano de Canindé de São Francisco, de fato, tremeu por mais de uma oportunidade na última segunda-feira (27). A confirmação foi apresentada por peritos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), depois que moradores garantiram ter sentido o movimento atípico na cidade localizada no Alto Sertão Sergipano. Ao contrário do que inicialmente foi suposto pelos populares, os tremores não foram provocados por intercorrências geradas pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que opera na região. Logo após a percepção do sinistro natural, técnicos da companhia realizaram analises estruturais a fim de observar se houve dano. Nenhum indicativo de irregularidade foi identificado.
Esse não foi o primeiro caso de tremor de terra identificado pelos sergipanos neste mês de setembro. Também com notificação oficializando o movimento – emitido pela LabSis -, no último dia 16 a cidade de Gararu registrou leve movimentação de terra, incapaz de ter sido identificada pela maioria dos moradores. Apresentando um grau de magnitude superior, o professor do LabSis, Eduardo Meneses, revelou que em Canindé do São Francisco, por mais que os tremores tenham sido considerados pequenos, ainda assim eles puderam ser sentidos por um maior número de pessoas entre a manhã e noite. O professor não descartou a possibilidade de fenômenos semelhantes serem sentidos ainda este ano no território sergipano.
"O evento chegou à magnitude maior de 1.3 e os outros em torno de 1 e menos de 1. A intensidade deles é bem pequena, mas como devem ser rasos é por isso que foram sentidos pela população", disse. Questionado sobre a possibilidade de o tremor ter provocado danos estruturais – seja em empresas, órgãos públicos e residências -, Eduardo Menezes esclareceu que: "esses eventos não causam nenhum dano estrutural, são muito pequenos, apesar de ter ouvido por populares, de acordo com informações que recebemos de moradores da região. No geral, os tremores foram ouvidos porque devem ter sido muito rasos."


