Educadores do estado de Sergipe foram impedidos na manhã de ontem de participar do evento público, realizado na Universidade Federal de Sergipe (UFS / Campus São Cristóvão), o qual contou com a participação do prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), do ministro da Educação, Milton Ribeiro, além de administradores da instituição federal de ensino. De acordo com a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), respeitando às ordens do cerimonial, equipes de segurança barraram o acesso de todos os docentes. O evento serviu para promover a inauguração da unidade materno-infantil do Hospital Universitário (HU), construído pela UFS, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A cerimônia oficial ocorre três meses após a obra ter sido entregue pela empresa responsável pela construção, e oito meses após parte dos atendimentos laborais ter sido iniciada – na segunda quinzena de janeiro. Na concepção da presidente sindical, Professora Ivonete Cruz, houve intervenção abusiva por parte dos organizadores; segundo a sindicalista, a mesma atitude foi adotada contra outros servidores públicos, como forma de minimizar qualquer possibilidade de manifestação contra os gestores municipais, estaduais e federais. Entre os participantes estavam ainda: o deputado estadual Zezinho Sobral, representando a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Ponte e o secretário de Estado da Educação, Josué Modesto dos Passos Subrinho, representando o governador Belivaldo Chagas.
"Vivemos tempos muito difíceis. A Universidade Federal é um espaço público, um espaço de construção da ciência e do saber, e, sendo assim, deve ser um espaço de acesso para todos e todas. A partir de um convite postado nas redes sociais pelo governador do estado, Belivaldo Chagas, nós professores e professoras, integrantes de entidades sindicais, viemos participar desse momento, mas fomos surpreendidos com a informação de que não podemos entrar na universidade pública; não podemos participar de um evento onde está sendo discutido o direito do estudante, da criança e do adolescente. Deixamos aqui o nosso repúdio a essa medida adotada contra o povo", declarou.


