Três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da capital estão com os serviços de higienização parados. Cerca de 500 funcionários da empresa terceirizada Multiserv suspenderam as atividades por tempo indeterminado em protesto ao atraso salarial e falta de pagamento do ticket alimentação.
Com a paralisação, as unidades Nestor Piva, Fernando Franco e Cemar do Siqueira estão sem higienização. "Temos contas para pagar e nossos salários estão atrasados desde novembro e não estamos recebendo ticket alimentação, por isso resolvemos paralisar", afirmou o agente de limpeza da Multserv, Edir Alves Sobrinho.
Ele conta que a empresa tem retirado dinheiro de outros contratos para suprir o salário e vale-transporte dos funcionários, mas a situação está insustentável. Somente na unidade Nestor Piva, 24 funcionários estão parados. De acordo com a assessoria da empresa terceirizada, a prefeitura deve hoje cerca de R$ 8 milhões, valor referente ao pagamento não feito há cerca de sete meses.
"Não tivemos como conter a paralisação. Mesmo com a falta de repasse ainda conseguimos pagar as duas parcelas do décimo terceiro, mas, se não houver o ajuste nessa dívida não sabemos como fazer, pois o valor vai chegar aos R$ 10 milhões no fim desse mês", informou a assessoria de imprensa da Multiserv.
A empresa explica ainda que a última fatura foi no valor de R$ 1 milhão e a prefeitura só pagou R$ 500 mil. Ainda segundo a assessoria da Multiserv o Ministério Público tentou interver na situação e marcou três audiências das quais a prefeitura não compareceu.
Poucas horas depois de a paralisação ter começado, a diretoria da empresa terceirizada e o secretário de finanças, Jefferson Passos, se reuniram com o prefeito Edvaldo Nogueira a fim de tentar resolver a situação.
A Prefeitura de Aracaju, através da assessoria de comunicação, informou que há uma dívida, mas que não chega ao valor passado pela Multiserv. O órgão ainda ressaltou que o pagamento da dívida está sendo feito dentro dos limites da legalidade e que está cumprindo prazos estabelecidos.
O presidente da Força Sindical, Alexandre Delmontes, esteve no local. Ele informou que as atividades serão retomadas somente após a regularização do pagamento. Com a paralisação, o lixo já acumulava na frente da unidade de saúde. "Este é um serviço fundamental para saúde dos pacientes", lembrou.


