Usuários do transporte público realizado na região metropolitana de Aracaju, rejeitam qualquer perspectiva de reajuste no valor da tarifa a ser aplicada nos próximos meses. A ação popular negativa surge a partir do momento em que a direção executiva do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), que coloca o preço ideal da tarifa em R$ 4,44. Paralelo ao reajuste inflacionário de despesas com manutenção, servidores e inovação dos serviços, o Setransp destaca que o aumento ocorre, também, em virtude da divisão das despesas do sistema de transporte pelo número de passageiros pagantes.
Apesar das alegações teóricas apresentadas pelo sindicato junto a Prefeitura de Aracaju, membros do Movimento Não Pago – grupo opositor ao sistema empresarial -, já solicitaram à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), a tabela de custos do sistema de transporte coletivo de Aracaju e região, a qual o Setransp utiliza como base para pleitear o acréscimo. Esse reajuste tarifário na prática será de R$ 0,94 caso seja sancionado pelo prefeito Edvaldo Nogueira.
Conforme dados apresentados por Alberto Almeida, presidente do Setransp, entre os anos de 2014 e 2018, as cidades atendidas por este sistema registraram juntas uma queda de 24% no número de passageiros pagantes. Isso, segundo ele, interferiu diretamente nas despesas do sistema. "Nos chama muito a atenção que ao longo dos últimos quatro anos registramos um acréscimo de 84% no índice de passageiros com direito a gratuidade. Isso onera a manutenção administrativa da empresa e o reajuste da tarifa passa a ser imprescindível para a equiparação financeira de todo o sistema. Evidentemente além disso destacamos a inflação aplicada no combustível, reajuste salarial e da própria manutenção da frota", declarou. O especialista destaca ainda a forma política adotada pela administração municipal de agir em torno desta demanda.
Alberto Almeida lamenta que os reajustes não sejam aplicados como pleiteado e essa medida sufoque as empresas que atuam em parte da Grande Aracaju. (Milton Alves Júnior)

