Vendas de fogueiras e fogos aumentam no São João

A venda de fogos aumenta nesse período
Milton Alves Júnior
 
Depois de três anos parcialmente suspensos em virtude das complicações provocadas pelo coronavírus, fogueiras e fogos de artifícios voltaram a ser comercializados em fluxo intenso em pelo menos três pontos da capital sergipana, Aracaju. Sob o olhar atento de peritos do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a venda tem ocorrido em pontos previamente regulamentados, a fim de evitar acidentes muitas vezes registrados por ações clandestinas. Com a volta da normalidade, vendedores de fogueiras estão esperançosos com a possibilidade de aumentar em até 10% o número de produtos vendidos se comparado com o mesmo período do ano passado. De acordo com os comerciantes, o alto índice de encomendas firmadas desde o final do mês passado demonstra a tendência para o aquecimento das vendas.
Conforme destacado pelo CBM, os maiores fluxos de vendas de fogueiras estão no Conjunto Augusto Franco; na Praça da Cruz Vermelha – bairro Siqueira Campos; e no bairro Coroa do Meio. O JORNAL DO DIA esteve na tarde de ontem na região Sul da cidade e identificou na Coroa do Meio o movimento intenso de consumidores. Ontem, véspera de São João, ainda era possível encontrar os produtos com preços que variam entre R$ 30 e R$ 150 – a depender do tamanho da fogueira e espessura dos troncos. Além de vender no tradicional varejo, os vendedores oferecem descontos para quem compra acima de quatro unidade no mesmo valor, e fornece serviço de entrega com taxa considerada acessível para todos.
O serviço de frete é a parte, mas entra no pacote de descontos a depender da quantidade de fogueiras compradas. Em conversa com o JD, o engenheiro Moacir Santos Nunes, revelou que gosta e costuma frequentar polos culturais durante o mês de junho, bem como acender fogueira na porta de casa. Apesar da tradição familiar, devido a pandemia da Covid-19, desde 2019 optou por não adquirir fogueiras. “Sempre fui apaixonado por tudo aquilo que está envolvido nas tradições juninas; além de nordestino, super devoto da cultura junina, também nasci no mês de junho e não me lembro de um ano sequer sem fogueira. Como estamos vacinados e a Covid dominada, este ano volto a acender uma fogueira”, declarou. 
 Questionado sobre a aquisição de fogos, ele informou que antes mesmo da pandemia, já buscava entrar em contato com fornecedores e solicitar a reserva de duas unidades. “Os fogos estou comprando agora, mas as fogueiras fiz questão de garantir na semana passada e vir pegar hoje. Será uma para hoje [ontem], e outra para a próxima quarta-feira [dia 28, véspera de São Pedro]. Seria interessante pegar os filhos e netos para caçar pedaços de madeira e montar nossa própria fogueira, mas infelizmente o tempo não costuma ser tão livre assim, e essa compra aqui na Coroa do Meio é uma forma de ajudar quem enfrentou três anos de bastante dificuldade”, completou Moacir. 
 Fogos – O comércio de fogos também sente aumento representativo no fluxo de consumidores em busca dos artefatos. A resposta para esta evolução também está atrelada ao pagamento salarial dos servidores estaduais e municipais, ocorrido ao longo dos últimos dois dias, bem como o período de férias escolar. A perspectiva é que a partir de hoje o movimento na tradicional feira dos fogos comece a baixar gradativamente, e volte a ser impulsionado na terça e quarta-feira, 27 e 28 de junho, respectivamente. O Comando Geral do Corpo de Bombeiros informou que profissionais da Diretoria de Atividades Técnicas (DAT), seguem pressionando os vendedores a respeitar todas as exigências presentes na Instrução Normativa 001/2016-CBMSE.
Compartilhe esta notícia