Os vigilantes contratados pela Empresa Rima Segurança, que presta serviço à Universidade Federal de Sergipe (UFS), interditaram na manhã de ontem o acesso à entrada do Campus São Cristóvão como protesto a demissões de profissionais e atrasos salariais.
Segundo informações da diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe (Sindivigilante/SE), as demissões ocorreram duas semanas depois de uma manifestação realizada pela categoria no dia 18 de março, quando os profissionais denunciaram o atraso no pagamento dos salários e a falta de condições de trabalho, pautas que novamente foram apontadas ontem.
Ontem, o grupo formado por cerca de 100 pessoas interditou novamente a principal via de acesso à universidade com queima de pneus na pista, impedindo a passagem dos veículos. O bloqueio da principal via de acesso ao Campus São Cristóvão prejudicou o tráfego no local e gerou muita reclamação de motoristas.
Ainda pela manhã, os manifestantes foram recebidos por gestores da UFS em uma reunião na qual a universidade garantiu que até amanhã dará um retorno à categoria sobre as reivindicações dos profissionais. A categoria propõe que a universidade rescinda o contrato com a empresa.
"Mais de 10 pessoas já foram demitidas e mais cinco que estão no período de férias também deverão ter os contratos rescindidos pela empresa nos próximos dias. Por esta razão fizemos a manifestação para solicitar a reitoria da UFS uma providência", informou Genilson Pereira Dalton, diretor de comunicação sindicato.
De acordo com Genilson, a direção da universidade também está buscando junto ao setor jurídico encerrar o contrato com a Rima Segurança e tentando reintegrar os profissionais demitidos a nova empresa que venha a assumir o serviço.
No final de março, atendendo pedido dos vigilantes, a reitoria chegou a enviar um ofício à empresa solicitando que a Rima reconsiderasse o desligamento dos funcionários envolvidos na manifestação.
Na ocasião, a empresa garantiu que não haveria qualquer punição aos trabalhadores que participaram do protesto, mas segundo a direção do Sindicato dos Vigilantes de Sergipe, dias após a manifestação houve uma demissão em massa. "Os vigilantes sofreram represálias pelo simples fato de reivindicarem os seus direitos", afirma.
Genilson ressalta que a empresa continua violando os direitos trabalhistas, sendo recorrente o atraso salarial. Ele destaca ainda que a falta de condições de trabalho é outro problema e que os vigilantes exercem a atividade sem equipamentos individuais de proteção. "Ainda assim os vigilantes se esforçam para garantir a segurança no campus da universidade. No entanto, a empresa não vem demonstrando compromisso com os trabalhadores", diz Genilson.
O protesto, que durou cerca de quatro horas, contou também com a presença da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Sergipe (Sintufs) e representantes de outras entidades sindicais. Após a reunião com a reitoria da universidade, os vigilantes desobstruíram a via e o trânsito foi regularizado por volta das 10h.


