Milton Alves Júnior
Pelos próximos 60 dias, profissionais da Saúde no estado de Sergipe estarão monitorando uma paciente que foi diagnosticada no último dia 05 de agosto com malária. A constatação da doença ocorreu logo após a mulher ter chegado da região Amazônica, local onde a doença é considerada endêmica. A realização de exames específicos se fez necessária após a paciente ter apresentado um quadro de vômitos, febre e náuseas. Na tarde de ontem a prefeitura de Aracaju destacou que profissionais da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) estarão monitorando a paciente, bem como os respectivos familiares que optaram por deixar temporariamente a mesma região Amazônica para acompanhá-la no tratamento.
A pasta governamental destacou que a paciente estava acomodada em uma unidade hospitalar desde o momento em que a doença foi detectada. Uma alta médica foi concedida na última segunda-feira (15), após duas lâminas de pesquisa derem negativas para o parasita. Especialistas da SMS enaltecem que, mesmo diante da permissão de seguir com os tratamentos em casa, é de fundamental importância que a mulher permaneça sendo monitorada por profissionais da Saúde. Essa medida tem como principal objetivo garantir a plena recuperação da paciente. Mesmo com o conjunto de medidas cautelosas, a PMA destaca que não há motivos para pânico, já que a malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir para outra pessoa.
O monitoramento e confinamento paralelo dos familiares são fundamentais para evitar que, caso estejam infectados, proporcionem a multiplicação dos casos.
Essa possibilidade é real já que, caso um mosquito não infectado tenha contato e pique uma pessoa contaminada, ele passa também a transmitir a malária. De igual modo a doença pode ser transmitida pelo compartilhamento de seringas, transfusão de sangue ou até mesmo da mãe para feto, na gravidez.
Os sintomas mais comuns da doença são febre alta, calafrios e falta de apetite. Ainda conforme destacado pela prefeitura de Aracaju, a Secretaria Municipal da Saúde tem reforçado o fumacê costal e as ações de limpeza da área em que a paciente reside. O bairro ou conjunto onde a paciente reside não foi revelado.


