O candidato a governador de Sergipe do Partido Trabalhista Nacional (PTN), Alberto dos Santos, o Betinho, acredita que é possível "tirar Sergipe do atoleiro em que se encontra" e, para isso, resolveu entrar na briga pela cadeira número um do Estado prometendo fazer uma verdadeira revolução na administração pública. "Vou combater a corrupção, o mau uso do dinheiro público, mandar para casa os preguiçosos, os sanguessugas, os desocupados, os incompetentes e, ao mesmo tempo, valorizar o servidor público que trabalha, que mostra resultados", diz taxativo e entusiasmado o ex-vereador, ex-presidente da Câmara Municipal e ex-vice-prefeito de São Cristóvão.
Veja a seguir os principais tópicos da entrevista:
SOBRE A CANDIDATURA – A minha candidatura é importante e oportuna, pois permite que a gente possa levar povo sergipano em geral e, ao eleitor, especialmente, o diferencial entre o novo e o tradicional. E o que é mais importante: poder mostrar que é possível mudar o quadro caótico em que se encontra a administração pública em Sergipe. Eu não vou apenas dizer o que está errado, mas vou mostrar nos próximos três meses o que é possível fazer para tirar Sergipe do atoleiro em que se encontra. Sergipe merece um governador de verdade, um administrador eficiente, sério e responsável.
SOBRE SERGIPE NO ATOLEIRO – É ver os setores vitais do Estado em situação calamitosa. Afinal de contas, não temos Segurança quase nenhuma, Educação é sinônimo de palavrão e Saúde nem é bom falar, apenas para citar esses três setores que atingem de perto a maioria da população, especialmente a mais pobre. Quem assiste diariamente os noticiários da TV e do rádio sabe muito bem o que estou falando. É visível a situação desesperadora vivida pela população hoje em Sergipe, tanto na capital quanto no interior do Estado.
SOBRE AS SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS – Sem dúvida que existe solução para tudo. Eu digo sempre o seguinte: "o difícil a gente faz na hora e o impossível dura um pouco". Para isso é necessário colocar em prática políticas públicas capazes de promover uma verdadeira mudança no perfil sócio-econômico de Sergipe. Eu vou fazer uma verdadeira revolução nesse Estado a partir de janeiro do próximo ano. Para isso, vou combater a corrupção, o mau uso do dinheiro público, mandar para casa os preguiçosos, os sanguessugas, os desocupados, os incompetentes e, ao mesmo tempo, valorizar o servidor público que trabalha, que mostra resultados. Antes, porém, vou me eleger governador e eleger o povo como prioridade acima de tudo.
SOBRE OS OUTROS CANDIDATOS – Para mim, falta aos três outros candidatos a competência necessária para isso e, o que é primordial, o compromisso com o povo de trabalhar com esse objetivo. Eduardo Amorim quer se eleger governador para seguir em frente com seu projeto político. Jackson quer dar continuidade ao governo medíocre dele e do seu antecessor, e a professora Sônia quer fazer experiências de como governar um Estado da mesma maneira que ela administra sua casa. Enfim, cada um quer apenas chegar ao poder, e mais nada. A história da administração pública em Sergipe mostra isso. Afinal de contas, vivemos num Estado rico em vários aspectos (recursos minerais, naturais, povo trabalhador, clima, água, energia, tudo) e o que temos assistido nas últimas décadas são governantes incompetentes, despreparados e preocupados apenas em tirar vantagens, em se dar bem e o povo que se dane. Só para ilustrar essa minhas resposta, anote isso: lugar de médico é em hospital, de professora é na escola e de incompetente é em casa.
SOBRE A SUA CONFIANÇA – Se o povo eleger um candidato comprometido efetivamente em resolver os problemas do Estado e que esteja preparado para isso. Eu acredito que, com uma gestão pública eficiente, moderna e profissional é possível colocar Sergipe no caminho certo para se transformar numa referência no Nordeste e no país. Não tenho a menor dúvida disso.
SOBRE A SUA EXPERIÊNCIA – Como homem público, acredito que conta o fato de ter sido vereador pela minha querida São Cristóvão, presidente da Câmara Municipal por dois anos e ainda vice-prefeito do meu município. Entretanto, considero mais importante a minha experiência de vida, os meus 52 anos bem vividos com muito trabalho, ganhando a vida com honestidade e sem passar por cima de ninguém. Além disso, conheço de perto os principais problemas que Sergipe enfrenta hoje e que tem causado sofrimento e muita indignação à população. E mais: conheço as soluções para cada um desses problemas.
SOBRE AS CHANCES DE VITÓRIA – Eu poderia responder a essa pergunta apenas dizendo que eu vou ser eleito pelo povo e é ao povo que devo satisfação. Entretanto, eu diria mais o seguinte: o modelo político existente hoje no Brasil exige uma reforma política profunda, feita por gente que tem vergonha na cara. Afinal de contas, um presidente, um governador ou um prefeito não pode governar dependendo da boa vontade do Congresso Nacional, das Assembleias Legislativas ou das Câmaras Municipais. Como governador, eu não tenho que ter medo dos deputados. Eu tenho, sim, que governar mostrando resultados, governar com independência, respeitando as leis, com transparência e, acima de tudo, com honestidade e fazendo prevalecer a vontade soberana da população que me elegeu. O resto, é conversa fiada, é conversa para boi dormir.
MENSAGEM FINAL – Guardem bem o meu nome, Betinho, e essa frase: Eu não serei um novo Collor de Melo, o que se autodenominou "caçador de Marajás" e que terminou sendo o primeiro presidente a sofrer impeachment no Brasil, mas serei o governador que Sergipe precisa para se transformar, em pouco tempo, num Estado modelo para esse país e orgulho de todos os sergipanos. Podem me cobrar isso a partir de primeiro de janeiro de 2015.


