O primeiro Xirê da Consciência Negra, promovido pela Associação Cultural Alaroke, está realizando diversas atividades com o objetivo de discutir o racismo religioso. O encerramento do evento acontece neste sábado, no Ilé Asé Alaroke, localizado na Rodovia João Bebe Água, em São Cristóvão. O local vai sediar o Encontro de Terreiros de São Cristóvão e contará com palestras, mesa redondas, oficinas e apresentações culturais.
O evento, que teve início na última terça-feira e teve a maior parte de suas atividades realizadas na Universidade Federal de Sergipe (UFS), discutiu sobre os terreiros como espaços de preservação da identidade. Durante os dias de programação, aconteceram oficinas, mesa redonda, exposição de telas e fotografias com a temática “Axé” e ainda a realização de uma visita educativa de uma escola pública a um terreiro, através do projeto “A escola vai ao terreiro”.
O Babalorixá Juracy Júnior, um dos organizadores do evento, afirma que o Xirê da Consciência Negra contribui para fortalecer a identidade do povo negro. “Este evento me dá a certeza de que estamos na direção certa, seguindo os passos dos nossos ancestrais, ocupando espaços de poder, com o objetivo de restaurar na sociedade a consciência de nossa negritude. Temos que refletir sobre consciência negra e compreender que o terreiro tem o importante papel de centro de resistência e inclusão de indivíduos sem distinção de cor, raça, etnia, segmento social, classe e gênero".
O Encontro de Terreiros de São Cristóvão será a última atividade do Xirê da Consciência Negra. Iniciando às 9h deste sábado, 25, no evento acontecerão palestras sobre afroempreendedorismo, direitos dos povos de terreiros e a preservação do meio ambiente. Especialistas no assunto explicarão como fortalecer a geração de renda dentro dos terreiros, quais as leis que protegem os locais de culto e como criar alternativas para a prática de oferendas sem poluir a natureza. Entre uma mesa e outra, ocorrem espetáculos artísticos de dança, música e teatro, além de uma Feira Preta.


