Milton Alves Júnior
Ao menos 15 pessoas já perderam a vida esse ano no estado de Sergipe vítimas de afogamento. Mesmo com o Corpo de Bombeiros Militar e a Capitania dos Portos intensificando a Operação Verão, que visa minimizar acidentes envolvendo banhistas, pescadores e surfistas, o desrespeito às orientações, bem como a insistência em desafiar a natureza tem contribuído para que o início de 2022 apresente um cenário mais negativo se comparado com os dois últimos anos. No último sábado (05), cinco pessoas de uma mesma família foram salvas de um afogamento ocorrido na praia da Coroa do Meio, na zona sul de Aracaju. As vítimas eram turistas que vieram de Belo Horizonte (MG).
Esse cenário que tem gerado preocupação em toda a faixa litorânea de Sergipe, bem como em beira de rios, piscinas e nos entornos de açudes, trata-se de uma realidade nacional. A soma dos levantamentos realizados por todos os estados brasileiros, mais o Distrito Federal, mostra que somente este ano mais de 700 pessoas perderam a vida no Brasil vítimas de afogamento. Apesar de a região Nordeste ser considerada a de maior movimento durante o Verão, o acúmulo representativo desses casos concentra-se no Sudeste, em especial, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Para evitar novos sinistros, o Grupamento Marítimo (Gmar), do Corpo de Bombeiros pede que a população passe a respeitar as orientações preventivas.
Conforme reconhecido pela corporação militar, em decorrência natural da predominância do calor, toda a faixa litorânea costuma ser frequentada em maior escala por sergipanos e turistas. Para evitar possíveis acidentes, o CBM tem apresentado uma série de orientações, entre elas: evitar entrar no mar quando ingerir bebidas alcoólicas e logo após refeições; não nadar próximo às bandeiras de sinalização que indicam ‘perigo’ no mar; evitar tomar banho e nadar em locais que não conhece; na praia da Coroa do Meio, mantenha distância das pedras e não se afaste das margens. Trata-se de uma praia perigosa, com fortes correntezas e altos índices de afogamentos; evitar o uso de boias e outros objetos flutuantes, pois eles transmitem a sensação de uma falsa segurança e podem arrastar você para áreas mais profundas e perigosas.


