"Um dos objetivos de minha visita a Sergipe é para parabenizar o Governo de Sergipe pelo atendimento às 2 mil famílias de agricultores familiares com recursos do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF)", disse o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário, e coordenador nacional do programa, Francisco das Chagas Ribeiro Filho, durante reunião com o Secretário da Agricultura, José Macedo Sobral, com o presidente da Pronese, Manoel Hora Batista, e o coordenador da unidade técnica do Crédito Fundiário na Pronese, Sérgio Santana.
Dados apresentados pelo presidente da Pronese mostram o crescimento do programa de Crédito Fundiário em Sergipe, nos últimos seis anos em vários municípios sergipanos. Manoel Hora disse que das 2 mil famílias atendidas com recursos do Crédito Fundiário, 1.135 foram assentadas na gestão do governador Marcelo Déda. Ampliou-se o número de área média por família, saindo de 8,20 hectres em 2003 para 13,88 hectares em 2011, assim como a participação dos movimentos de trabalhadores rurais com a Fetase e o MST. Também foram criadas as condições para que todas as propriedades adquiridas tivessem prévia licença ambiental, e, uma rede de empresas de assistência técnica foi criada para orientar os agricultores.
O coordenador nacional do Crédito Fundiário também esteve reunido com representantes da Fetase e do MST. O objetivo, segundo Francisco das Chagas, foi discutir as formas de fortalecer ainda mais a participação dos movimentos de trabalhadores rurais em todas as fases de implementação do PNCF. A presidente da Fetase, Lucia Moura, disse que o Crédito Fundiário é uma conquista dos trabalhadores rurais, e a Federação dos Agricultores faz parte de todo esse processo de implantação do programa.
Durante reunião com a diretoria da Pronese e o representante do Governo Federal, o deputado João Daniel disse que é fundamental participar do Programa de Crédito Fundiário sem abandonar a luta por uma política de desapropriação. Ele acrescentou que o Crédito Fundiário tem contribuído para o avanço na política de distribuição da terra e melhorar a vida das famílias no campo. Então, essa reunião foi importante porque permitiu que os coordenadores da Pronese, do Governo Federal e dos movimentos sociais busquem melhorar cada vez mais os programas, em especial, o Crédito Fundiário.


