Motoristas do Samu iniciam paralisação

Milton Alves Júnior

Condutores de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) entraram em greve na manhã de ontem e estão operando apenas com 50% do efetivo. Na luta por um reajuste salarial que elevaria o salário de R$ 642,65 para R$ 2.460, os grevistas recentemente receberam uma contraproposta do Governo do Estado, porém não aceitaram. Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) conta com 60 ambulâncias. Com o ato,  apenas 31 Unidades de Suporte Avançado (USA) continuam trabalhando normalmente.

O presidente do Sindicato dos Condutores de Ambulância da Saúde (Sindconam), Adilson Melo, garantiu que a paralisação continuará até que a administração estadual atenda as pautas pleiteadas. "Infelizmente os gestores públicos ainda não se manifestaram quanto ao nosso movimento, e a única solução pra esse fato é continuar de braços cruzados até que a nossa categoria seja devidamente atendida", disse.

Indignado com a  falta de diálogo, o sindicalista garantiu ainda que os servidores continuam esperando receber um convite por parte do Governo do Estado para participarem de uma mesa de negociação. "Até agora eles sequer nos convidaram para conversar, enquanto essa conversa não sair, não iremos voltar aos trabalhos. Sugiro que não demorem muito porque novos colegas de profissão poderão aderir ao movimento e a situação ficará pior ainda", declarou Adilson Melo.

Nota – Através de nota oficial, a superintendência do Samu Sergipe informou que o governo irá redistribuir as ambulâncias, priorizando os casos de maior gravidade. A direção informa que o Plano de Emprego e Remuneração (PER) está sendo construído, através da mesa de negociação.

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