Milton Alves Júnior
Pressionado pelos estudantes, professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe (IFS) realizam na manhã de hoje mais uma assembléia extraordinária para decidir se aceitam o reajuste de 15,8% concedido pelo Governo Federal e retornam às salas de aula ou se persistem em continuar pleiteando a reestruturação no Plano de Carreira.
Caso os docentes decidam continuar com as atividades paralisadas, a tendência é que os alunos possam perder o semestre letivo, ou mesmo ter que enfrentar problemas mais graves, como perda de empregos em casos de concursados por não concluírem seus cursos em razão da greve.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS) espera que os estudantes possam comparecer em massa para que os professores retornem de imediato às atividades.. "Da mesma forma que apoiamos os professores ao entrarem na greve, devemos ser ouvidos para voltarmos às aulas o mais rápido possível. Já fomos às ruas em defesa dos nossos mestres, mas essa luta já chegou ao limite extremo. Infelizmente essa paralisação já está prejudicando muitos colegas e isso não viável para nós", declarou o presidente do DCE, Bruener Carvalho.
Para Bruener, a idéia é convencer os docentes a tomarem a mesma atitude dos professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que decidiram retomar as atividades educacionais já a partir da próxima segunda-feira, 10. "Ao contrário do que muitos pensam, os estudantes possuem uma parceria exemplar com os professores. É tanto que apoiamos o início dessa paralisação. Se é bom para eles, é bom para nós também, mas já se passaram 110 dias de greve e nós é que estamos sendo prejudicados diretamente", concluiu o presidente.
Prevista para começar às 10h, a assembléia será realizada na sede da Associação dos Docentes da UFS (ADUFS), ao lado da sede do DCE/UFS, ambas instaladas no Campus UFS São Cristóvão.
Polícia Federal – Após participarem na tarde de ontem de uma vídeoconferência com policiais federais de outros estados brasileiros, os agentes sergipanos decidiram coletivamente permanecer em greve por tempo indeterminado.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Policias Federais de Sergipe (Sinpefse), Durvalino Xavier, a categoria continua unida e só deve retornar aos trabalhos assim que todas as reivindicações sejam devidamente atendidas.
"Sabemos que essa nossa atitude pode resultar em alguns transtornos para a população, mas nós não podemos recuar nas condições em que estamos. Com esse debate nacional realizado nessa terça, temos a certeza que nossa corporação está mais unida, se comparado às últimas mobilizações", concluiu.


