Sem nenhuma contraproposta apresentada pela Federação Brasileira dos Bancos (Fenabran), bancários de estabelecimentos privados e estatais instalados em Sergipe continuam de braços cruzados. Entre as reivindicações, a categoria exige reajuste salarial de 10,25%, com um aumento real relativo a 5%; piso salarial de R$ 2.416,38; além de Plano de Cargos e Salários para todos os bancários. Por enquanto, os banqueiros ofereceram um reajuste de apenas 6%.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Sergipe, José Souza, o Comando Geral de Greve continua aguardando o convite dos bancos para que a categoria possa promover assembleias em todos os estados, e debater as possíveis propostas.
"Até agora não houve avanço nenhum nas negociações. Os banqueiros não se prontificaram a negociar com os funcionários, muito menos apresentaram alguma melhoria. Vamos continuar em greve até que eles se mostrem interessados para dialogar sobre as reivindicações", disse.
Alguns clientes que buscam atendimento nas agências já sentem os efeitos da greve. "Depende de cada política bancária, uns estabelecimentos atuam com 50%, e outros com 40%. O certo é que realmente as atividades foram prejudicadas e só devem voltar à normalidade quando as pautas forem devidamente atendidas. Ou atendem, ou continuaremos parados", avisou Souza.
De acordo com o sindicalista, apenas os caixas eletrônicos estão em total funcionamento, e a paralisação continua sem previsão de encerramento.
PF – A greve dos agentes da Polícia Federal completa hoje um mês e meio com apenas 40% do efetivo em funcionamento. Os grevistas continuam reunidos na sede da corporação, em Aracaju, à espera de uma mesa de negociações.
Atualmente, procedimentos burocráticos como a emissão de passaporte já começam a atingir os brasileiros que idealizavam viajar para o exterior. No início dessa semana, a categoria realizou manifestações com o objetivo de informar a população que continuam de braços cruzados.
Segundo opinião do sindicalista Durvalino Xavier, o governo Federal não demostra interesse em atender as reivindicações. "Se dependesse apenas dos policiais, não teríamos nem iniciado essa ação nacional, mas desde o início do ano tentamos negociar com os administradores e eles aparentam não se preocupar muito com os nossos interesses", disse.
"Dessa forma, nossa greve continua e esperamos que a sociedade possa nos entender", frisou. Além de melhores condições de trabalho, a principal luta dos agentes é pela reestruturação do Plano de Carreira.


