Líder de rebeliões pode ir para presídio federal

A Secretaria Estadual de Justiça (Sejuc) informou ontem que o detento Geison Bastos de Santana, 30 anos, o "Buchecha", apontado como líder das duas rebeliões ocorridas neste ano em Sergipe, foi transferido para outro presídio do estado, que não foi divulgado. A medida é para evitar novos incidentes no Presídio Regional Senador Leite Neto (Preslen), em Nossa Senhora da Glória (Sertão), onde, no último domingo, 444 presos se rebelaram durante 23 horas e mantiveram mais de 100 pessoas como reféns, incluindo o agente penitenciário Nelson Inácio dos Santos, 59 anos.

O órgão confirmou também que deve pedir, ainda nesta semana, a transferência de Geison para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), considerada de altíssima segurança e criada para abrigar os criminosos considerados mais perigosos. O pedido deve ser encaminhado até o final das semana à Vara de Execuções Criminais, a quem caberá autorizar ou não o pedido. O advogado do preso, Lael Rodrigues Júnior, já declarou à imprensa que a transferência, se consumada, representará uma quebra do acordo fechado no domingo para encerrar a rebelião de Glória.

Preso desde dezembro de 2008, quando a Polícia Civil encontrou uma garrafa de crack líquido no carro em que viajava de São Paulo para Aracaju, "Buchecha" também é apontado pela polícia e pela Sejuc como um dos pivôs da revolta ocorrida em abril deste ano no Complexo Penitenciário Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no Santa Maria (zona sul), que durou 26 horas. O secretário adjunto de Segurança Pública, João Batista Santos Júnior, que fez a prisão do paulista na época, confirmou que Geison oferece risco de novas rebeliões no sistema prisional, por ser ligado a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que controla o crime organizado a partir dos presídios de São Paulo.

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